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Funcionários fantasmas: Carlos Bolsonaro tem sigilo fiscal e bancários quebrados

Promotores de Justiça suspeitam da prática de rachadinha

31 agosto 2021 - 20h41Por Thiago de Souza

O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, terá os sigilos bancário e fiscal quebrados, determinou o Tribunal de Justiça do Rio. A investigação apura se ele usou funcionários fantasmas na Câmara do Rio de Janeiro. 

O pedido, atendido pela 1ª Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado do TJRJ, foi feito pelo Ministério Público do RJ, em investigação que começou em 2019. 

Segundo o G1, esta é a primeira vez que a investigação aponta possibilidade de esquema de ‘’rachadinha’’ nos gabinetes da Casa de Leis. 

Ainda segundo o site, o regulamento da Câmara determina que os assessores cumpram jornada de 40 horas semanais. Mas, segundo o MPRJ, há indícios de que vários dos assessores contratados pelo parlamentar ao longo dos seus seis mandatos não cumpriam expediente na casa e podem ser considerados funcionários "fantasmas".

A quebra de sigilo do vereador pode constatar se os salários dos funcionários eram depositados na conta dele. O órgão identificou que o vereador manteve e usou grandes quantias de dinheiro em espécie ao longo dos seis mandatos. 

O MPRJ apontou três situações suspeitas contra o filho do presidente. Um em 2003, quando Carlos pagou R$ 150 mil em dinheiro vivo na compra de um apartamento na Tijuca. 

Já em 2009, Carlos teria entregue R$15,5 mil, também em espécie, para cobrir um prejuízo que teve na bolsa de valores. Por fim, durante a candidatura para reeleição ao cargo de vereador em 2020, ele declarou ao Tribunal Superior Eleitoral ter R$20 mil em espécie guardados em casa.

Ao pedir a quebra de sigilo, o MPRJ relatou também haver m relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, onde Carlos Bolsonaro realizou duas operações suspeitas, uma delas de R$ 1,7 milhão, entre 2007 e 2019, feitas pela mãe dele, Rogéria Nantes. 

Os promotores afirmaram que só depois da quebra dos sigilos será possível quantificar, com precisão, o volume de recursos desviados dos cofres públicos, pelos crimes de peculato, materializados no esquema das "rachadinhas", e seguir o destino do dinheiro público desviado. 

O site O DIA também publicou a notícia da quebra de sigilo e tenta o contato com as defesas do vereador Carlos Bolsonaro, de Rogéria Nantes Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro e de Ana Cristina Siqueira Valle, esta última que é ex-mulher do presidente Bolsonaro e foi apontada como sendo uma das funcionárias fantasmas do gabinete de Carlos.