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Guerra contra o fogo: brigadistas continuam combatendo incêndio no Pantanal

A reserva Estância Caiman já perdeu 60% da área e os focos continuam a aparecer

15 setembro 2019 - 12h28Por Rayani Santa Cruz

O fogo na Estância Caiman, região do Pantanal em Miranda, já deixou um rastro de destruição em mais de 60% da vegetação nativa. Agora, um verdadeiro exército de homens e máquinas lutam ao limite para controlar os focos de calor. 

Conforme o Portal do MS, o incêndio ocorre desde o dia 10 de setembro e está sendo está sendo combatido com o apoio do Governo do Estado e 70 pessoas, entre equipes do PrevFogo, do Ibama, militares e civis sob o comando do Corpo de Bombeiros.

A operação conta com dois aviões – um para sobrevoar a área e definir por GPS os pontos de focos, e outro, um agrícola, com bolsa para 2.600 litros de água.

Situação 

A situação local ainda é crítica, pois, depois de cinco dias de combate à queimada, outros focos apareceram. O coordenador da equipe tenente bombeiro Carlos Antônio Saldanha Costa, explicou que existe uma carga de combustível muito grande no ambiente por conta da estiagem.

“O fogo veio de uma fazenda vizinha, atravessou o canal de 100 metros do Rio Aquidauana e atingiu rapidamente uma área de reserva da Caiman, devido ao forte vento”, informou o oficial. 

A queimada se alastrou por uma linha reta de 35 km, do Rio Aquidauana a sede da fazenda, onde foi montada a operação. Grande parte da reserva legal foi consumida pelas chamas.

Pesquisadores dos programas de conservação e proteção da onça-pintada e da arara-azul, mantidos pela fazenda, monitoram as áreas queimadas para observação dos 146 felinos catalogados e os ninhais. A Caiman também iniciou levantamento da fauna e flora para mensurar o que foi destruído visando reconstruir o ambiente.