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Geral

Mãe de Isabaella Nardoni leva mensagem de afeto para pai de Henry: 'fique tocada'

Ela viu muitas semelhanças entre os dois casos e diz que a dor é insuportável

13 abril 2021 - 16h23Por Thiago de Souza

Ana Carolina Oliveira, 37 anos, que ficou conhecida por ter a filha Isabella Nardoni, assassinada pelo pai e a madradasta, há 13 anos, em São Paulo, comentou o caso da morte do menino Henry Borel, no Rio de Janeiro. Ela viu semelhanças entre os crimes e enviou uma mensagem de afeto para o pai do garoto, Leniel Borel. 

Oliveira relatou que ambos os crimes tiveram os componentes de brutalidade e comoção da população. 

‘’São muito parecidos e doloridos’’, comparou a mãe de Isabella, cuja filha foi enforcada pela madrasta, Anna Carolina Jabotá e depois jogada do sexto andar de um prédio, pelo pai, Alexandre Nardoni. 

Ana Carolina observou outro ponto que une os casos de Henry e Isabella Nardoni. 

‘’ [os casos] se deram dentro de casa, enquanto as crianças estavam sob guarda de quem deveria protegê-las’’, refletiu a administradora de empresas. 

Em depoimento à revista Piauí, Ana Carolina conta que “sentiu algo estranho” com uma entrevista da mãe, Monique Medeiros e do padrasto do Henry, vereador Dr. Jairinho, ao repórter Roberto Cabrini, da RecordTV. 

“Senti frieza, uma emoção falsa e versão combinada dos fatos. Naquele momento, pensei o pior mesmo. Por mais que as pessoas ensaiem, criando uma versão falsa para o crime, a verdade não consegue ser escondida’’, observou Ana. Ela revelou alguns trechos da mensagem que mandou para o pai de Henry. 

‘’... meu coração estava pedindo para fazer isso. Eu me coloquei no lugar dele. Escrevi que muitas pessoas estão neste momento mandando mensagens, assim como aconteceu comigo com a morte da minha filha”, conta.

Em resposta para a troca de mensagens, Leniel respondeu a Ana Carolina: “Você não sabe como suas palavras são importantes neste momento. Está sendo muito difícil. Não paro de pensar no meu filho. Além do meu filho, eles levaram a minha paz”.

Investigados e condenados

Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e fraude processual, em 27 de março de 2010.

Segundo as investigações, a menina foi asfixiada por Anna Carolina e jogada por Alexandre, do apartamento onde morava o casal. Os dois sempre negaram o crime. Nardoni foi condenado a 31 anos e 1 mês de reclusão e 24 dias-multa, e Jatobá, a 26 anos e oito meses de reclusão e 24 dias-multa.

No caso de Henry, a Polícia Civil do RJ indiciou Monique e Jairinho por homicídio qualificado. Os dois estão presos preventivamente e ambos negam o crime.