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Tem 25 cm e é rosa: 'peixes-pênis' invadem praia nos Estados Unidos

Aparição deles ocorreu após uma tempestade

12 dezembro 2019 - 19h18Por Thiago de Souza

Milhares de peixes que têm um formato parecido com um pênis humano apareceram na praia de Drakes'beach, na reserva da Marinha Point Reyes, na Califórnia, Estados Unidos. A aparição ocorreu após uma tempestade na região, porém, todos estavam mortos.

Conforme reproduziu o site Metrópoles, os seres medem cerca de 25 centímetros, cor  rosa-claro.

O biólogo Ivan Parr  foi perguntado por um homem que registrou a aparição dos peixes e explicou que tratam-se de vermes marinhos, que são chamados de ''vermes gordos'' ou ''peixes-pênis''. ", A espécie Urechis caupo é endêmica ao estado norte-americano da Califórnia, e costuma passar toda sua vida embaixo do solo marinho.

O animal, diz o profissional ao site, sobrevive cavando um túnel pouco maior que seu próprio comprimento na areia, e contraindo seu corpo para atrair água. Através da pulsação de seu corpo, ele cria um vácuo que suga partículas de comida, como plânctons, bactérias e outros pequenos seres.

''Ele próprio serve de alimento a outros animais, como tubarões, arraias, lontras e até o ser humano. Em países asiáticos, o "peixe pênis" é um prato relativamente comum'', revelou.

Vermes morreram em praia na Califórnia. (Foto: Kate Montana, iNaturalist)

Sobre a chegada dos 'peixes' à praia, a explicação é que as águas em queda são capazes de transformar a superfície da praia, construída a partir da deposição de sedimentos com baixo grau de agregação. Assim, pancadas intensas de chuva podem revelar materiais que, anteriormente, estavam enterrados no subsolo – incluindo vermes marinhos.

As águas em queda são capazes de transformar a superfície da praia, construída a partir da deposição de sedimentos com baixo grau de agregação. Assim, pancadas intensas de chuva podem revelar materiais que, anteriormente, estavam enterrados no subsolo – incluindo vermes marinhos.

Incidentes parecidos já foram registrados por ambientalistas na internet, e, segundo o biólogo Ivan Parr, não se sabe ainda o impacto destas tempestades na sobrevivência da espécie.