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Interior

há 1 mês

Brinquedoteca em Três Lagoas é alvo de críticas após relatos envolvendo crianças com deficiência

Relatos de familiares nas redes sociais levantam debate sobre critérios de acesso e inclusão em espaço recreativo privado

Relatos publicados nas redes sociais por familiares de crianças com deficiência geraram repercussão nos últimos dias e levantaram questionamentos sobre os critérios de acesso adotados por uma brinquedoteca privada em Três Lagoas.

A situação veio à tona após uma mãe relatar, em comentário feito no perfil do espaço em uma rede social, que teria sido impedida de levar o filho, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA) e não verbal, para brincar no local. Segundo ela, a restrição teria ocorrido mesmo com a presença de um acompanhante responsável.

No relato, a mãe afirma que aguardava há anos a oportunidade de levar o filho ao espaço recreativo, mas que foi informada de que a criança não poderia permanecer no local em razão de suas necessidades específicas. Após a publicação, outros usuários passaram a comentar a postagem, afirmando que teriam vivenciado ou presenciado situações semelhantes.

Em resposta pública nos comentários, a administração da brinquedoteca informou que adota critérios internos de funcionamento e segurança. Segundo o posicionamento divulgado, a equipe teria formação voltada para um atendimento considerado generalista, o que, de acordo com o estabelecimento, dificultaria o acolhimento de crianças que demandam acompanhamento individualizado constante.

A manifestação gerou novos questionamentos de usuários, que passaram a discutir a inclusão de crianças com deficiência em espaços de lazer privados. Em alguns comentários, internautas mencionam que, na avaliação deles, a restrição poderia entrar em conflito com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), que trata do direito à participação em atividades de lazer e convivência social.

Além do caso envolvendo uma criança com TEA, uma usuária relatou que uma criança com diabetes tipo 1 também teria tido a entrada questionada. O comentário ampliou o debate entre pais que acompanham a discussão nas redes sociais.

Uma mãe de criança autista disse, em publicação, que entrou em contato com a administração do espaço para questionar a possibilidade de acesso mediante acompanhamento de responsável legal. Segundo ela, após o questionamento, teria sido bloqueada pelo perfil da brinquedoteca.

O estabelecimento publicou uma nota oficial afirmando que atua há mais de uma década no município e que não adota práticas discriminatórias. No comunicado, a direção sustenta que as decisões são baseadas em protocolos internos de segurança e operação, válidos para todos os frequentadores, e esclarece que a supervisão das crianças é realizada exclusivamente por funcionários da própria equipe.

A nota também destaca que possíveis interpretações equivocadas das regras podem ter ocorrido e reforça o compromisso do espaço com a ética, a transparência e o bem-estar das crianças, ficando à disposição para esclarecimentos.

O que diz a empresa -

A instituição também se manifestou por meio de nota encaminhada diretamente para o TopMídiaNews, para esclarecer sua versão dos fatos. Segundo o comunicado, em nenhum momento houve recusa em receber a criança. O impasse, de acordo com a empresa, ocorreu exclusivamente em razão da solicitação para que um acompanhante externo tivesse acesso ao ambiente interno da unidade, o que não é permitido pelos protocolos de segurança adotados. A instituição afirma que suas normas determinam que apenas profissionais qualificados e vinculados diretamente à empresa podem atuar na supervisão das crianças, como forma de garantir a segurança e o bem-estar de todos.

Ainda conforme a nota, após a insatisfação da mãe com a negativa quanto ao ingresso do acompanhante, a própria instituição tentou buscar uma alternativa, solicitando documentação e consultando o setor jurídico para avaliar a possibilidade de autorizar a presença de uma pessoa externa. No entanto, antes da conclusão dessa análise, a mãe teria passado a publicar nas redes sociais que a filha havia sido discriminada por ser diabética. A empresa reforça que, em nenhum momento, houve menção à condição de saúde da criança e que a negativa foi motivada unicamente pela ausência de vínculo e de protocolos de segurança para o acompanhante indicado.

A instituição afirma ainda que as publicações geraram uma onda de ataques nas redes sociais, incluindo ofensas e ameaças vindas inclusive de pessoas de fora da cidade, o que teria causado sérios impactos à sua reputação e à saúde da proprietária, que precisou de atendimento médico em razão do estresse. Segundo a nota, houve tentativa de contato amigável com a mãe para buscar uma solução pacífica, mas a iniciativa teria sido recusada.

Diante da continuidade das publicações e dos ataques, a assessoria jurídica informou que foi enviada uma notificação extrajudicial à parte envolvida, com o objetivo de formalizar a busca por um entendimento e pela correção das informações divulgadas. Além disso, a empresa comunicou que registrou um boletim de ocorrência contra pessoas que estariam promovendo ataques considerados infundados, para que os fatos sejam apurados pelas autoridades competentes.

 

Matéria editada as 8h39 do dia 15 de janeiro de 2026 para adição da nota encaminhada pela empresa

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