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Polícia

Contra Pedofilia: PF continua operação que descobriu crianças torturadas e estupradas por mães

Os estupros eram filmados pelos agressores que posteriormente os trocavam em fóruns da deepweb

11 março 2020 - 09h47Por Rayani Santa Cruz

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (11) a terceira fase da operação Pedomom para combater a pornografia infantil em São Paulo. Foram identificadas três mulheres que produziram imagens de cunho pornográfico dos próprios filhos e as enviavam para um homem. 

Segundo o site Uol Notícias, mandados de busca estão sendo cumpridos nas cidades de Cerquilho, São Paulo e Iguape.

Esta nova fase encerra uma investigação iniciada na Ucrânia e enviada ao Brasil pela Interpol, cujo resultado foi a identificação de seis vítimas de abusos sexuais infantis.

Um homem foi preso na primeira fase da operação em Iguape, em maio do ano passado. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, ele tentou destruir seu laptop e celulares. Levados à análise do setor técnico-científico da PF, foi identificado grande volume de arquivos contendo cenas de abuso sexual praticadas por ele em companhia de duas mulheres, tendo duas crianças como vítimas. Em setembro, na segunda fase da operação, duas mulheres, ex-namoradas do homem, foram presas. As vítimas eram a filha e o filho de uma delas. 

Ainda conforme o site, há registro da ocorrência de mais de 30 estupros, além de imagens de tortura praticada contra uma das crianças. No caso de uma das agressoras, foi possível individualizar aproximadamente 20 atos de abuso sexual praticados contra o próprio filho. Os estupros eram filmados pelos agressores que posteriormente os trocavam em fóruns da deepweb dedicados especificamente a abusos sexuais praticados por pais e mães. As investigações tiveram início após a prisão de um casal de ucranianos que produzia e distribuía arquivos contendo imagens de abuso sexual infantil naquele país. 

O crime de publicação de imagens de pornografia infantil prevê pena de 3 a 6 anos de reclusão. Já o estupro de vulneráveis prevê de 8 a 15 anos de prisão.