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Polícia

Provas contra advogado suspeito de matar Fernanda são frágeis, alega defesa

Alexandre não tem perfil violento ou homicida, não tem histórico de violência, é réu primário e não tem passagem pela polícia, diz advogado

04 maio 2021 - 13h49Por Nathalia Pelzl

Júlio César, advogado de defesa do também advogado, Alexandre França Pessoa, 42 anos, preso temporariamente suspeito de participação no assassinato de Fernanda Daniele de Paula Ribeiro dos Santos, 36 anos, acredita que as provas contra seu cliente são ‘frágeis’. 

"As peças que eu tive acesso do inquérito são muito frágeis, infecundo, estéril para que se possa permitir imputar a autoria delitiva a quem que seja", afirmou.

Fernanda Daniele de Paula Ribeiro dos Santos, ex-presidente do Diretório Municipal do Partido Social Liberal (PSL) de Nova Andradina, foi encontrada morta na manhã da última quinta-feira (29), às margens da MS-276, entre Batayporã e Nova Andradina.

"Alexandre foi coeso e firme no interrogatório à Polícia Civil em Batayporã, respondeu todas as perguntas e se colocou à disposição para ajudar na elucidação do homicídio. Me causou estranheza a sua prisão temporária, já que o suspeito não está interferindo nas investigações", explicou o advogado de defesa ao site Jornal da Nova. 

O relatório da investigação apontou, pelo GPS do celular de Alexandre, que no dia anterior à morte de Fernanda, ele teria passado próximo à casa da vítima. Também há suspeitas de que ele teria passado perto de onde o corpo da vítima foi encontrado, entre as 19h30 e 19h40 do dia do crime.

Júlio César acha o relatório da investigação, que resultou com a prisão temporária, sem justa causa, e afirma que Alexandre não tem perfil violento ou homicida, não tem histórico de violência, é réu primário e não tem passagem pela polícia, mas que caso venha a ser provado sua participação no homicídio, ele vai responder e a Justiça será feita.

No dia do crime, Alexandre tem como álibi câmeras de segurança de um posto de combustíveis que filmaram ele abastecendo, depois ele permaneceu na casa de amigos e foi para sua residência.

A defesa destacou que entrou com pedido de habeas corpus, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (3), mas que foi indeferido, no entanto, o advogado destacou que já está com outro pedido em andamento. 

De acordo com o Jornal da Nova, exame pericial no veículo do suspeito apresentou vestígios de sangue, material que será analisado para saber se é sangue humano e se for será realizado um DNA com o da vítima, no Núcleo de Perícias em Campo Grande, bem como o aparelho celular de Alexandre.

Alexandre Pessoa está na advocacia desde 2004 e coleciona passagens na polícia como estelionato, denunciação caluniosa e diversas apropriações indébitas, com vários indícios de captar recursos de clientes e não realizar os serviços.