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segunda, 28 de setembro de 2020
Polícia

Delegada aguarda análise de materiais, mas adianta que filha de policial 'não quis mais viver'

Menina de 11 anos usou uma das pistolas do pai e atirou na própria cabeça

29 março 2019 - 19h00Por Thiago de Souza

A delegada titular de Mundo Novo, Allana Marielli Mazaro Zarelli, pré-concluiu que a menina Heloisa da Silva Antunes, 11 anos, cometeu suicídio.

Ela possivelmente atirou na própria cabeça com uma das armas do pai, um policial militar da cidade, no dia 17 de março. A policial aguarda análise de pertences da vítima e outros depoimentos para fechar o caso.

''Tudo aponta que ela cometeu suicídio'', diz Allana. A delegada conta que a mãe da vítima já prestou depoimento, assim como o diretor e uma professora da escola onde ela estudava.

''O pai ainda está hospitalizado'', diz a delegada sobre o militar que ficou em estado de choque ao ver o que tinha ocorrido.

Ainda segundo Allana, não ficou constatado se Heloísa tinha depressão, mas de qualquer forma não apresentava nenhum sintoma.

''Ela estava em fase pré-adolescente, pouco nervosa às vezes, mas nada que alarmasse os pais'', explica Zarelli.

Entre os materiais da vítima que foram apreendidos para análise está um caderno onde haveria mensagens de descontentamento e brigas familiares. Para Allana, até este final de semana a perícia deve ser concluída.

''Falta ouvir uma irmã e analisar os materiais para fechar o caso'', acrescentou a policial.

A delegada observou que nenhum elemento leva para o indiciamento dos pais em relação ao armamento estar ao alcance da vítima.

O pai de Heloísa tinha duas armas, sendo uma pistola funcional e outra particular, devidamente registrada.

O caso

No dia 17 de março, Heloísa assistia vídeos em um celular no quarto enquanto os pais estavam na cozinha. Em dado momento, pai e mãe a chamaram, mas não tiveram resposta. Conforme familiares, nesse momento a menina atirou contra a própria cabeça. 

Valorização da vida

O suicídio representa uma parcela expressiva do número de óbitos registrados no Brasil e no mundo e, neste contexto, é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um problema de saúde pública. Para prevenir estas situações, existe o Centro de Valorização da Vida (CVV).

Fundado em São Paulo, em 1962, o CVV é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal, desde 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato.

Os contatos com o CVV são feitos pelos telefones 188 (24h e sem custo de ligação) ou 141 (nos estados da Bahia, Maranhão, Pará e Paraná), pessoalmente (nos 89 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br, por do meio chat e-mail. Nestes canais, são realizados mais de 2 milhões de atendimentos anuais, por aproximadamente 2.400 voluntários, localizados em 19 estados mais o Distrito Federal.

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