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Polícia

Entre tenentes, sargentos e cabos, MPE denuncia 28 PMs por integrar Máfia do Cigarro

Oficial que teria ameaçado uma promotora continua preso

15 junho 2018 - 19h52Por Thiago de Souza

Ao todo, 28 policiais militares foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público Estadual por atuarem na chamada Máfia do Cigarro, que entre outros crimes, facilitava o contrabando do produto paraguaio mediante cobrança de propina em Mato Grosso do Sul. No grupo, encabeçado pelo tenente-coronel Admilson Cristaldo Barbosa, também há sargentos e cabos da PM.

Todos os envolvidos foram presos em três fases da operação Oiketicus, deflagrada pelo MPE com apoio da Corregedoria da Polícia Militar de MS.

Na primeira parte do indiciamento, o MPE divulgou os nomes em ordem alfabética. Em um segundo momento, foram obtidos somente as patentes com os sobrenomes dos suspeitos. O TopMídiaNews confirmou o nome de 25 dos denunciados.

Os envolvidos denunciados são : Admilson Cristaldo Barbosa; Anderson Gonçalves de Souza; Angelucio Recalde Paniagua; Aparecido Cristiano Fialho; Claudomiro de Goez Souza; Clayton de Azevedo; Elvio Barbosa Romeiro; Ivan Edemilson Cabanhe; Jhondnei Aguilera; Lisberto Sebastião de Lima;  Luciano Espindola da Silva; Marcelo de Souza Lopes; Nazário da Silva; Nestor Bogado Filho; Nilson Procedônio Espíndola; O. L. R.; Roni Lima Rios; Valdson Gomes de Pinho.  

Os suspeitos presos na terceira fase e indiciados são: tenente Novaes; subtenente Maíra; sargento Kelson Udjacov; sargento Espíndola; cabo Salvador; cabo Wagner e AL Cabo Ferreira.

Oiketicus

A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 16 de maio por agentes do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em 14 cidades de MS para cumprir 20 mandados de prisão e busca e busca e apreensão.

Todos os envolvidos são policiais militares. O sargento Ricardo Campos Figueiredo seria alvo somente de busca e aprensão, no entanto, ele tentou obstruir a investigação se trancando no banheiro e quebrando os telefones celulares desejados na investigação. Por isso ele foi preso em flagrante.

Na segunda fase da investigação, dia 23 de maio, foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

Na terceira fase da Oiketicus, em 13 de junho, o Gaeco prendeu oito militares, que também estão na lista de indiciados.

Tenente-coronel Cristaldo era pivô da Máfia do Cigarro, diz MPE. (Foto: Reprodução Facebook)

Um dos pivôs da máfia, segundo o MPE, seria o tenente-coronel Admilson Cristaldo Barbosa, então comandante do Batalhão de Polícia Militar em Jardim. Conforme as investigações, entre outros indícios, o patrimônio dele é muito superior aos proventos recebidos como oficial da PM.

Ameaça

Cristaldo, conhecido na corporação como 'Chico Bento', teve a prisão preventiva decretada, entre outros fatores, por suposta ameaça a promotora de Justiça Cristiane Mourão, durante depoimento na sede do Gaeco, em Campo Grande.