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Família de rapaz esquizofrênico acusa PM de torturar jovem

Em nota, a Polícia Militar informou que "já tem ciência do fato e está apurando as circunstâncias do caso"

1 AGO 2019
Meia Hora
17h30min
Foto: Reprodução / Guadalupe News

Dois irmãos precisaram se mudar do Morro do Chapadão, na Zona Norte do Rio, após um deles ter sido torturado dentro de casa, no último dia 26. A família acusa policiais militares que faziam uma operação na favela de terem invadido a residência e agredido o rapaz. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) por meio da 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar, investiga a denúncia. A vítima, de 34 anos, foi diagnosticada com esquizofrenia.

O rapaz agredido vivia com a mãe, que faleceu há cerca de um mês. Depois disso, ele foi morar com o irmão dentro da comunidade. Segundo o relato, a vítima dormia dentro de casa quando PMs entraram na residência para realizar buscas no local. O homem teria sido acordado pelos militares e torturado com fios.

"Estava tendo operação lá na comunidade e os policiais entraram para fazer revista. Entraram em outras casas também. Quebraram várias coisas, revistaram a casa toda. Eu encontrei os fios usados na tortura no chão de casa", disse o irmão que estava trabalhando no momento da ação e foi para casa após receber uma ligação de uma vizinha relatando o abuso.

O irmão que cuida da vítima, que não quis se identificar por temer represálias, diz que procurou a 2ª Promotoria de Justiça que atua junto à Justiça Militar para denunciar o caso. Ele disse que saiu da comunidade por medo: "Eles pegaram todos os meus dados, documento, placa do meu carro, eu estou com muito medo de algo acontecer, por isso saí de lá e estou morando longe da comunidade", relata.

"Eram muitos PMs. E se só metade deles for afastada, só parte do grupo, e o restante continuar e vir me procurar? Estamos assustados", desabafou ao DIA. 

Em nota, a Polícia Militar se limitou a dizer que "já tem ciência do fato e está apurando as circunstâncias do caso". A Polícia Civil informou que o caso é investigado na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque). 

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