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Polícia

Gambiarra na energia pode ter motivado incêndio que matou criança na Capital

Irmão de pastora vítima de incêndio culpa ex-cunhado pelo problema na energia; polícia não descarta possibilidade de incêndio criminoso

27 setembro 2018 - 13h00Por Luis Abraham

Otávio Teixeira, churrasqueiro, irmão da pastora Rosimeire Aparecida, 39 anos, acusa o ex-marido dela, um homem que terá a identidade preservada enquanto o caso não é esclarecido, de ter contribuído para as causas do incêndio ocorrido na manhã desta quinta-feira (27), na região do Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande.

Por volta das 10h20 de hoje, o irmão da vítima esteve no local do incêndio, localizado na Rua Aurélio de Souza. Ele afirma que desde a separação do casal, o ex-cônjuge exige a saída da mulher da residência, chegando ao extremo de cortar a energia da casa. Rosimeire então apelou para a solidariedade dos vizinhos, um deles ofereceu instalar uma ligação elétrica improvisada que pode ter iniciado o incêndio.

Otávio alega que o homem possui histórico de agressões e vinha ameaçando a pastora. A mulher chegou, inclusive, a impetrar uma medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha, segundo ele. O delegado responsável pelo caso diz que há 50% de chances da causa do fogo ser por pane elétrica, bem como não descarta a hipótese de incêndio criminoso e que os motivos serão investigados.

O irmão do ex-marido dela também esteve no local, mas não deu declarações.

O incêndio

O fogo começou por volta das 7h30 na Rua Aurélio de Souza, entre as ruas Aladin e a Inácio de Souza, em Campo Grande.

Com ajuda de um popular, os bombeiros fizeram o resgate da família, mas a pequena Nicole de Araújo, 3 anos, filha da amiga da pastora, não resistiu e morreu no local por asfixia. Os bombeiros tentaram a reanimá-la, mas sem sucesso.