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Polícia

Mãe e madrasta que deceparam pênis de menino e assaram pedaços do corpo são condenadas a 65 anos

Criança foi extremamente torturada antes de morrer degolada e esquartejada pela própria mãe; ela disse ao juiz que cheiro da carne no fogo "estava bom"

26 novembro 2020 - 12h34Por Rayani Santa Cruz

Rosana Auri da Silva, e a companheira Kacyla Priscyla Santiago, foram condenadas a 65 e 64 anos de reclusão, respectivamente. Ambas cumprirão a pena em regime fechado. Pelo assassinato cruel de Rhuan Maycon da Silva Castro, de 9 anos em maio de 2019. O menino foi torturado em todo o tempo de vida com a mãe e madrasta, teve o pênis e o testículo decepado e posteriormente foi morto degolado e teve o corpo esquartejado.

O Metrópoles divulgou trechos da sentença do  juiz Fabrício Castagna Lunardi, do Tribunal do Júri de Samambaia, em Brasília.  

Na sentença,  estão expostos detalhes de um crime hediondo e “friamente premeditado”, conforme as palavras do magistrado. Eles serão contados pela primeira vez, visto que o processo correu, desde o início, em segredo de Justiça: razão pela qual o julgamento também correu a portas fechadas, no Fórum de Samambaia.

No documento, o juiz destaca a “frieza emocional, comportamento calculista e insensibilidade exacerbada” das rés, em especial de Rosana. Segundo o texto, desde o começo das investigações, a mãe de Rhuan teria prestado afirmações “permeadas de inverdades e incoerências”, além de usar “técnicas de manipulação e teatralidade, colocando-se na posição de vítima”.

A descrição desse traço de personalidade da assassina foi fornecida pelas equipes de médicos-legistas que atuaram no caso.

As duas mulheres queimaram partes do corpo do garoto na churrasqueira da chácara onde a família morava, em Samambaia, na tentativa de se livrar do cadáver. A companheira de Rosana acendia o fogo enquanto a mãe degolava a criança ainda viva, depois de esfaqueá-la outras 11 vezes, segundo aponta o laudo dos legistas. Esse teria sido o ápice de toda uma vida de sofrimentos infligidos pelas duas mulheres ao garoto e a sua irmã.

Rhuan Maycon era impedido de ir à escola, alienado do convívio com o restante da família e obrigado a se mudar constantemente, visto que as duas mulheres fugiam da lei enquanto o pai das crianças desesperadamente buscava resgatar os pequenos. Pior, o garoto foi torturado e teve o pênis decepado numa falectomia caseira, um ano antes de morrer pelas mãos da mãe e da madrasta. Antes de fazer a cirurgia, as duas criminosas teriam pesquisado na internet “como extrair pênis e testículos”, segundo a sentença.

Julgamento

De acordo com o Ministério Público, Kacyla permaneceu em silêncio durante o julgamento na tarde dessa quarta-feira (25/11), além de assumir a autoria do crime, negando participação da companheira. No entanto, anteriormente, ela e Rosana tinham confessado o assassinato e a tentativa de se livrar do corpo do menino. Ambas cumpriam prisão preventiva na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia.

A dupla esquartejou Rhuan, perfurou seus olhos e dissecou a pele do rosto. Elas também tentaram incinerar partes do corpo, na churrasqueira de casa, com o intuito de destruir o cadáver e dificultar o seu reconhecimento. A fumaça produzido pelo corpo carbonizado fez com que elas desistissem do plano e jogassem os restos mortais, distribuídos em duas mochilas e uma mala, numa boca de lobo – testemunhas desconfiaram e chamaram a polícia.

O corpo do menino foi enterrado em Rio Branco (AC), em 5 de junho de 2019, sob clima de comoção e pedidos de Justiça.

Ainda conforme o site, ao saber do resultado do julgamento da ex-mulher e de sua companheira, o pai de Rhuan, Maycon Douglas Lima de Castro, que mora no Acre, afirmou ao Metrópoles: “Ainda é pouco“.