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quinta, 24 de setembro de 2020
Polícia

Médico é preso suspeito de jogar pedra em cabeça de bebê

A criança teve traumatismo craniano e está internada há nove dias

01 março 2019 - 15h46Por Da redação/G1

O médico suspeito de jogar uma pedra na cabeça de um bebê de 1 ano foi preso nesta quinta-feira (28), no Ceará. A agressão ocorreu após uma discussão entre ele e o pai da criança. O bebê sofreu traumatismo craniano e está internado há nove dias.

A agressão aconteceu no último dia 19 de fevereiro. Em depoimento na Delegacia Regional do Crato, o pai da criança informou que foi com a esposa e o filho a uma propriedade fazer uma cobrança de uma dívida no valor aproximado de R$ 1 mil, referente a serviços prestados ao suspeito, o médico e empresário. Por causa da dívida, os dois discutiram e entraram em luta corporal.

Ainda conforme o depoimento, o médico pegou um pedaço de madeira e espancou o pai da criança, que reagiu ferindo-o com um canivete. A esposa da vítima, ao ver a discussão, se aproximou dos dois com a criança nos braços. Foi quando o médico atirou uma pedra que acabou atingido a cabeça do bebê.

O pai relatou ainda que, ao virar as costas para socorrer o filho, foi atingido por trás com uma paulada um choque de taser elétrico. Mesmo assim, ele conseguiu correr para o carro com a mulher e levaram o bebê para um hospital em Barbalha. Desde então, o bebê foi submetido a pelo menos duas cirurgias, a última na noite de quarta-feira (27), e está em coma induzido.

Festa de aniversário

A festa de aniversário de um ano da criança estava marcada para o dia seguinte, segundo relato prestado à polícia. Os pais também disseram que passaram sete anos tentando gerar a criança. O bebê continua internado na Unidade de Terapia Intensiva da Maternidade de São Vicente, em Barbalha.

O mandado de prisão foi expedido na noite desta quarta-feira (27) e a prisão realizada nesta quinta-feira, quando o médico estava fazendo exercícios físicos em uma academia do Crato.

O suspeito vai ser ouvido e deve responder por lesão corporal grave e tentativa de homicídio, de acordo com o delegado Diogo Galindo, responsável pelo caso. Ainda segundo Galindo, o médico não esboçou nenhuma reação durante a prisão e foi conduzido "com muita tranquilidade, pois havia muitos populares".

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