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Polícia

'Menos um processo': novo achado de droga em jipe de filho de desembargadora não gera inquérito

Informação é da Polícia Federal em Três Lagoas, que achou dez quilos de maconha no veículo apreendido

23 março 2018 - 07h00Por Thiago de Souza

Novo achado de maconha, escondido no jipe Renegade, usado pelo filho da desembargadora Tânia Garcia Freitas Borges, não vai gerar novo inquérito contra Breno Fernando Solon Borges. Ele foi preso há quase um ano, com 129 quilos da droga, em Água Clara.

Os dez quilos de maconha, encontrados no último dia 6, durante treinamento de cães farejadores no pátio da Polícia Federal, em Três Lagoas, onde o carro está apreendido, serão acrescentados à quantidade encontrada com Breno em 8 de abril de 2017.

O filho de Tânia foi preso pela Polícia Rodoviária Federal quando transportava 129,8 quilos de maconha, no assoalho de uma carretinha que levava uma motocicleta de alta potência, acoplada ao Renegade. Também havia 270 munições de calibre 762 e uma pistola 9 mm. Ele estava com a namorada, Isabela Lima Vilalva, e o funcionário Cleiton Jean Sanches Chaves.

Ocasião em que Breno foi preso com droga e munições em abril de 2017. (Foto: Reprodução/Facebook)

Até o momento, Breno responde a três processos:

Tráfico de drogas e munições, ocasião em que levava 129,8 quilos de maconha e 270 munições de calibre de armas de uso restrito.

Porte ilegal de arma de fogo, quando foi surpreendido com uma pistola 9 milímetros.

Organização criminosa: ele teria ajudado no planejamento da fuga de uma liderança do PCC, preso em Campo Grande e também comercializando armas para membros da facção. Esse inquérito é fruto da Operação Cérberus, da Polícia Federal.

Ainda não há data para o julgamento de Breno. A namorada dele foi condenada a oito anos e sete anos e cinco meses de prisão. O funcionário Cleiton pegou oito anos e dois meses. Ambos estão presos em regime fechado.

Breno foi preso, solto e preso novamente. (Foto: Reprodução Facebook)

Prisões e solturas

Quando foi preso, em 8 de abril, Breno foi para a Penitenciária Estadual de Três Lagoas. Em julho, ele foi agraciado com habeas corpus do Tribunal de Justiça, o autorizando a ir para uma clínica psquiátrica, já que seria portador da síndrome de borderline, doença que afeta as relações sociais.

No entanto, como havia um novo mandado de prisão contra Breno, ele não foi solto. Uma semana depois, outro desembargador, José Ale Ahmad Neto concedeu habeas corpus para o filho da magistrada, que conseguiu ir para uma clínica em Campo Grande.

Com mais um recurso da defesa de Breno, ele foi autorizado a ir para uma clínica de luxo em Atibaia (SP). Após perícia médica constatar que Breno sofre da síndrome de borderline, mas tem condições de discernir entre o certo e errado, o empresário voltou a ser preso e está em Três Lagoas.

Breno (dir),  e a mãe Tânia ao centro em posse no TRE. (Foto: TRE-MS)

Processo

A mãe de Breno, Tânia Borges é investigada pelo Conselho Nacional de Justiça e pela justiça estadual, acusada de coagir autoridades a liberar o filho da prisão, antes mesmo do alvará de soltura ser emitido. Ela teria usado um carro oficial do tribunal e a escolta de um policial civil para resolver o problema do filho em Três Lagoas.

A desembargadora, que também é presidente do Tribunal Regional Eleitoral, virou ré no processo por improbidade administrativa.