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Polícia

Guerra de facções se intensifica em MS e registra aumento de mortes no 'tribunal do crime'

Mortes costumam ser violentas, com execuções seguidas de decapitações; várias vítimas registram vídeos antes de assassinatos

29 agosto 2018 - 07h00Por Anna Gomes

A guerra entre PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) está aumentando cada vez mais a violência em Mato Grosso do Sul. Neste ano, vários casos envolvendo o ‘Tribunal do Crime’ foram registrados na Capital e no interior Estado. Em alguns crimes, os envolvidos chegaram a ser resgatados pela polícia, já em outros, as pessoas foram executadas por supostamente participarem das facções criminosas.

Um exemplo foi a morte de Douglas Sarate de Moraes. O jovem foi executado aos 18 anos, em julho do mês passado, na cidade de Dourados. Antes de morrer, em um vídeo, o rapaz fez um alerta aos seus colegas do Comando Vermelho, alegando que a facção rival, o PCC era ‘mais forte’. As imagens mostram Douglas com mãos e pés amarrados, da mesma maneira como ele foi encontrado morto na manhã seguinte após o crime.

Já na Capital, em junho deste ano, os policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) conseguiram libertar um jovem de 19 anos que foi flagrado amarrado. Ele estaria sendo ameaçado de morte por quatro homens que foram presos em flagrante na Rua Alameda do Café, no Bairro São Jorge da Lagoa.

Quando os militares chegaram ao local, ouviram uma pessoa dizer: ‘ae você não confessar, vai morrer’’. Diante a ameaça de morte, os policiais do Bope invadiram a casa e flagraram o jovem com os pés amarrados e quatro pessoas com uma apontando uma arma para a vítima.

Sem resistir à prisão, os quatro homens, com idades entre 18 e 46 anos, foram presos por organização criminosa, cárcere privado e porte de arma.

Aumento de mulheres envolvidas

Também em julho, uma mulher de 25 anos, que supostamente pertence à facção criminosa Comando Vermelho, foi capturada, feita refém e seria executada no chamado ‘tribunal do crime’ por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Os policiais do BOPE (Batalhão Operações Especiais), após denúncia anônima, foram até o cárcere onde a jovem estava, localizado na Rua Poética, no Portal Caiobá, em Campo Grande, e resgataram a vítima.

Na cidade de Sonora, Lailla Cristina de Arruda não teve a mesma sorte. A jovem foi morta e decapitada aos 19 anos em junho de 2018. Ela teria sido 'julgada' e executada por membros de uma facção criminosa. A mulher estaria fazendo parte de dois grupos criminosos ao mesmo tempo.

(Lailla foi executada em Sonora) 

Em maio, já em Campo Grande, Joice Viana Amorim, de 21 anos, foi encontrada decapitada em estrada vicinal que dá acesso à Avenida Wilson Paes de Barros, entre os Bairros Santa Emília e Nova Campo Grande. Ela também teria passado pelo ‘tribunal do crime’ e acabou sendo executada.

(Joice Viana Amorim, de 21 anos, foi encontrada decapitada na Capital)