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Polícia

Mulher apagou aplicativos de mensagens do celular após assassinato do jogador Daniel

Perícia divulgou prints da conversa de WhatsApp entre Allana Brittes e Edison Brittes, assassino do jogador

10 julho 2019 - 16h01Por Da redação/Meia Hora

O processo do caso Daniel, que investiga a morte do jogador no mês de outubro do ano passado, no Paraná, ganhou uma nova informação nesta semana com o laudo da perícia do Instituto de Criminalística realizada no celular de Cristiana Brittes , esposa de Edison Brittes, o assassino confesso.

Segundo a rede RPC , o documento aponta que todos os aplicativos foram apagados do aparelho de Cris após a morte do jogador, inclusive os de conversa, como WhatsApp, que teria eventuais mensagens sobre o caso Daniel. Horas antes de ser presa, Cris Brittes levou o celular para uma assistência técnica por conta de um defeito no microfone. O sistema operacional do aparelho não registra "de maneira explícita a data/hora de desinstalação de aplicativos", de acordo com o laudo.

"O exame do aparelho foi parcialmente prejudicado, devido à exclusão de aplicativos de redes sociais e comunicações instantâneas, tais como ‘WhatsApp’, ‘Instagram’ e ‘Facebook’, o que impossibilitou a recuperação de mensagens trocadas com os mesmos", diz a perícia.

"Não foi possível determinar quando os aplicativos foram removidos do aparelho, mas até a data dos fatos sendo investigados (27/10/2018) todos estes aplicativos ainda estavam instalados no aparelho. A fabricante do aparelho (empresa ‘Apple’) pode fornecer eventuais registros complementares armazenados na nuvem (serviço “iCloud”), mediante solicitação judicial", completa a investigação.

Já Renan Pacheco Canto, advogado da família Brittes, defendeu seus clientes. "O que o laudo constata é que as redes sociais do celular, que foi enviado para uma assistência técnica, foram desinstalados. Isso é natural, quando uma pessoa vai levar um celular em uma assistência, ela tirar o WhatsApp, a senha do Facebook, os dados pessoais", disse ao Paraná Portal .

No laudo consta que a perícia foi realizada para uma possível reconstrução da linha do tempo dos eventos. A perícia criou a sequência da festa de aniversário de Allana Brittes (26 de outubro de 2018), até o dia que o aparelho celular foi entregue para à polícia (7 de novembro de 2018), de acordo com os arquivos encontrados. No documento, os peritos divulgaram duas capturas de tela que foram enviadas por Allana Brittes para a mãe, Cris, com trechos de conversa dela com o jogador e outra com o pai.

Em uma das imagens, a filha do casal conversa com Daniel, que tenta marcar um encontro. Ela informa que só vai se for acompanhada de uma amiga. A outra imagem é uma captura de tela do WhatsApp de Allana com o pai, Edison Brites. Ela conta sobre o encontro com o jogador e o pai não deixa a filha sair com ele.

Além da família Brittes (Edison, Cristiana e Allana), outras quatro pessoas são acusadas do crime. O empresário Edison Brittes já confessou ter matado Daniel, alegando que jogador tentou estuprar Cristiana Brittes, sua esposa, em casa. Por outro lado, a Polícia Civil e o MP-PR (Ministério Público do Paraná) entendem que não houve tentativa de estupro. De todos os envolvidos, apenas Evellyn Perusso responde em liberdade. Os outros seguem detidos.

Quem são os acusados

Edison Brittes Júnior: acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e coação no curso do processo;

Cristiana Brittes: acusado de homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;

Allana Brittes: acusada de coação no processo, fraude processual e corrupção de adolescente;

Ygor King: acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

Eduardo da Silva: acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

David Willian da Silva: acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;

Evellyn Brisola Perusso: acusada de denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho.

A juíza do caso Daniel já ouviu testemunhas de acusação e defesa em outras duas fases de audiência, em fevereiro e em abril deste ano de 2019. Prestaram depoimento pessoas que estavam na festa de aniversário de Allana Brittes, na véspera do crime, familiares de Daniel e dos acusados.