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CÂMARA MUNICIPAL MAIO 2/3 ANO
Polícia

PF aguarda rendição do 3º envolvido no esquema da mina de ouro imaginária

Golpistas catavam dinheiro de vítimas e prometiam lucros superabundantes

06 setembro 2018 - 09h28Por Celso Bejarano

Um terceiro envolvido na investigação no âmbito da Ouro de Ofir, operação da Polícia Federal, que deveria ser preso nesta quarta-feira (5), deve se entregar hoje. Ele está implicado no esquema que atraía investidores que desembolsava cifras até milionárias e a eles eram prometidos lucros exorbitantes que seriam obtidos por meio de minas de ouro imaginárias.

Na terceira fase da Ofir, imposta nesta quarta, os investigadores prenderam duas pessoas - um casal - e apreenderam uma caminhonete e duas caixas com documentos. A Justiça Federal determinou a prisão de quatro envolvidos nesta fase. Ainda que o terceiro implicado se entregue, a PF permanece da caça ao quarto suspeito, cujo nome não fora divulgado.

Deflagrada em novembro do ano passado, a Ofir já encarcerou cinco pessoas, entre as quais Celso Éder de Araújo Neto, tido pela PF como o chefão do esquema de estelionato que já teria feito ao menos 60 mil vítimas em todo o país. O escritório dos golpistas ficava em Campo Grande.

A PF informou que não tem como calcular o prejuízo acumulado pelas vítimas porque muitas delas acreditam que vão ficar ricas e não buscam a polícia para denunciar a trama.

Os investidores, quase todos ligados a igrejas evangélicas, segundo a PF, eram contatados por meio do WhatsApp, mesmo depois de novembro do ano passado, quando o esquema foi revelado pela polícia.

De acordo com a denúncia, para captar vítimas, o grupo afirmava que valores milionários oriundos de uma suposta mina de ouro estariam sendo repatriados para o Brasil e poderiam ser cedidos ou vendidos mediante pagamento de uma certa quantia.

Com o objetivo de dar credibilidade à sua operação e para enganar as vítimas sobre o recebimento dos valores, a organização criminosa teria, inclusive, falsificado documentos com o timbre de instituições públicas federais. A denúncia aponta que o grupo teria recebido vantagens ilícitas de quase R$ 40 milhões.