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Polícia

Pistoleiro que matou delegado é condenado a 18 anos de prisão, mas continuará em liberdade

Apesar da condenação, José continuará em liberdade até que a defesa recorra da setença; réu será monitorado por tornozeleira eletrônica

15 agosto 2018 - 17h42Por Kerolyn Araújo

José Moreira Freira, acusado de ser o autor dos disparos que mataram o delegado aposentado Paulo Magalhães, no dia 25 de junho de 2013, foi condenado a 18 anos de prisão por homicídio qualificado por motivo que dificultou a defesa da vítima. O julgamento do réu ocorreu nesta quarta-feira (15), no Tribunal do Júri de Campo Grande.

Apesar de ter sido condenado, José possui um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e continuará respondendo o crime em liberdade até que a defesa recorra da sentença. Enquanto isso, o juiz Aloísio Azevedo determinou que José seja monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele também não poderá se ausentar da cidade sem autorização da Justiça, além de não poder sair de casa após às 19h.

Durante o julgamento, Renê Siufi, advogado de defesa do pistoleiro, afirmou que o cliente era inocente e estava sendo vítima de uma emboscada para que os verdadeiros culpados não fossem identificados. Segundo Siufi, o delegado estava trabalhando em investigações que envolviam pessoas 'poderosas' do Estado. 

Conforme o Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul (MPE-MS), o nome de José já havia sido apontado em relatório do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) como pistoleiro conhecido do jogo do bicho.

O caso 

O delegado aposentado Paulo Magalhães foi assassinado a tiros no dia 25 de junho de 2013, perto da escola da filha, no bairro Jardim dos Estados. Ele foi morto com tiros de pistola nove milímetros.

Além de José, mais duas pessoas teriam tido participação no crime: Antônio Benites Cristaldo e Rafael Leonardo dos Santos, que foi encontrado esquartejado dias após o crime. Ele teria sido morto como 'queima de arquivo' para não denunciar o mandante do assassinato do delegado.

Antônio Benites será julgado pelo crime no dia 29 deste mês.