Comando da Polícia Militar de MS abominou, nesta terça-feira (17), acusações infundadas sobre a ocorrência que terminou com a travesti ''Gabriella dos Santos'', 27 anos, morta a tiros, na segunda-feira (16), em Campo Grande. A corporação diz que o histórico da polícia não sustenta a acusação de ‘’extermínio’’ de grupos sociais, incluindo transexuais e moradores de rua.
Na nota, o Comando lamenta o uso da palavra ''extermínio'' por ativistas e explica:
''A utilização da palavra pressupõe prática sistemática, direcionada e reiterada contra determinado grupo social. Trata-se de uma acusação grave, que exige comprovação objetiva'', diz um trecho.
A PMMS detalhou que dados oficiais não sustentam qualquer acusação de perseguição contra grupos.
''A PM o direciona ações por identidade, condição ou pertencimento social'', enfatizou a nota. O texto detalha como se deu a abordagem que terminou com morte e destaca que a arma de um dos agentes foi tomada e apontada contra a equipe.
''Nesse cenário, configurou-se risco concreto e imediato à vida dos agentes e de terceiros'', acrescenta o Comando Geral. Também foi dito que as críticas por ''excesso de disparos'' não têm qualquer fundamento.
''Protocolos de uso da força não se baseiam na contagem tiros, mas na necessidade de cessar a ameaça e ocorre até o risco ser neutralizado, especialmente quando há arma de fogo'', diz outro trecho da resposta. Foi dito também que ações assim se dão em frações de segundos e julgamentos posteriores devem considerar o contexto real enfrentado no momento da ação.
''O debate público é legítimo. A generalização sem dados, não'', diz o final do comunicado, em tom de desabafo.
Entenda
Policiais militares abordaram um grupo apontado como causador de transtornos, no cruzamento da Rua 15 de Novembro e Avenida Calógeras. Havia cerca de seis moradores de rua, entre eles três travestis. Gabriella avançou em um PM e lutou com ele. Na briga, a pistola dele caiu e a travesti apanhou e mirou no militar. O colega dele disparou para cessar a agressão.
A trans levou ao menos quatro tiros e foi socorrida pelos Bombeiros. Ela teve parada respiratória e foi levada à UPA Coronel Antonino depois de ser estabilizada. No entanto, não resistiu.








