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Policiais paralisam atividades e criticam Bolsonaro: ‘fica um sentimento de traição do presidente’

A categoria suspendeu o registro de boletins de ocorrências e fica de braços cruzados até às 18 horas

25 JUN 2019
Dany Nascimento
10h01min
Foto: André de Abreu

Policiais civis realizam um protesto na manhã desta terça-feira (25), na frente da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, em Campo Grande, em adesão à paralisação nacional convocada pela Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis).

De acordo com o presidente do Sinpol-MS, Giancarlo Miranda, a categoria está entristecida com as atitudes do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e exige igualdade de direitos.  

“Os policiais apoiaram o presidente, que sempre falou em melhoria das forças armadas, fica um sentimento de traição do presidente. Estão suspensos os registros de boletins de ocorrência até ás 18 horas, o que vai funcionar são apenas as prisões em flagrantes e os casos de crimes graves”, explica o presidente.

De acordo com o presidente, a lei atual permite aposentadoria para mulheres que tenham 25 anos de profissão e para homens com 30 anos. Com a reforma, a realidade dos policiais muda. “O presidente quer estabelecer que o policial tenha idade mínima de 55 anos, mas temos que levar em consideração o estado físico e emocional de cada policial. É uma profissão de risco, que exige muito do profissional”.

Conforme Giancarlo, Bolsonaro prevê medicas benéficas para as forças armadas. “Não temos guerra há muitos anos, mas bandido nas ruas, criminosos têm todos os dias. Claro que reconhecemos que o trabalho das forças armadas é muito importante, mas temos que reconhecer o esforço do policial que tem que lidar com situações difíceis e corre risco de perder a vida protegendo a sociedade. Já temos que lidar com a situação precária que encontramos nas delegacias, falta de equipamentos, precisamos que essa ideia seja revista pelo presidente”.

Os policiais permanecem na frente da Depac, conversando com a população. “Queremos explicar para a sociedade e pedir o apoio da população para impedir que isso aconteça com a categoria. Não somos contra a Reforma, estamos dispostos a nos sacrificar com a reforma, mas ela tem que ser revista para depois ser aprovada”.

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