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Polícia

Professor diz que vídeo com criança é montagem e reclama de ameaças de morte

'Eu quis dizer que o vídeo foi montado de forma criminosa para me caluniar', disse o doutor em uma publicação

28 novembro 2018 - 11h55Por Anna Gomes e Thiago Souza

O Professor do Instituto de Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, Luiz Antonio de Freitas, diz que está sendo alvo de calúnias e alega estar sendo ameaçado de morte em uma nova postagem de sua rede social nesta terça-feira (27).

Na mesma publicação, ele diz ter sido vítima de uma armação e que o vídeo onde ele supostamente estaria estuprando um garoto de 11 anos se trata de montagem. 

“As mensagens de difamação e ameaças até de morte não param de ocorrer nos comentários do meu facebook. Eu quis dizer que o vídeo foi montado de forma criminosa para me caluniar”, diz parte da postagem.

Caso veio à tona ontem, a partir de denúncia no Facebook (clique aqui para ver) feita por um aluno de mestrado da instituição. O professor negou ter chegado às vias de fato com a vítima. No entanto, isso não foi explicado no texto da postagem e sim nos comentários, abaixo da publicação. 

''Não se consumou. Jamais faria isso! Nem com menino nem com menina! Mas o objetivo da "turma" era exatamente a consumação do fato".

Ainda na seção de comentários, o professor vai além e desafia a polícia a investigá-lo. 

''...quem desconfia que sou pedófilo, que vá à uma DP e denuncie. Tenho endereço fixo e trabalho fixo, é fácil me achar. Quem não deve não teme!'', intimou.

Entenda o caso

Um professor do Instituto de Matemática postou um texto onde falava sobre atribuía a péssima condição das universidades públicas do país a uma série de fatores. Um deles, seriam calúnias sofridas por ele, que descreveu a situação da seguinte maneira.

''...sei de um vídeo que me mostra praticando pedofilia homossexual com um menino de uns 11 anos. O vídeo é real, e lembro da data e hora,  mas também sou vítima'', escreveu o docente.

Em outro trecho da mesma fala,  ele completa. ''...Detalhe, sou apenas um, de muitos casos, e este não é meu caso mais grave'', concluiu.

UFMS

Em nota, a UFMS informou que o Instituto de Matemática, o Inma, vai apurar a conduta do professor e tomará as medidas administrativas cabíveis. A instituição disse que ''repudia qualquer ato ilícito e, se confirmada a gravidade da notícia, as autoridades competentes serão contatadas."