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segunda, 28 de setembro de 2020
Polícia

Psicólogo responde por novo estupro após mãe flagrar crime contra filho autista

Esta é a segunda vítima do suspeito, ambas crianças são autistas. Ele não está preso e a defesa nega crimes

21 fevereiro 2019 - 07h30Por Da redação / G1

O psicólogo de 26 anos que é investigado por estuprar um menino de 3 anos passou a responder a mais uma acusação de abuso sexual cometido contra outro menino, de 10. Ambas vítimas eram pacientes dele e são autistas. O profissional, que é servidor em São Vicente, no litoral paulista, foi afastado das funções e a defesa dele nega os crimes.

O primeiro caso foi registrado na sexta-feira (15) e repercutiu depois que o profissional foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) pela Polícia Militar, após acionamento da mãe da suposta vítima que alegou ter flagrado o ataque ao abrir a porta do consultório. O psicólogo foi liberado pela delegada, que abriu um inquérito para investigar o caso.

A repercussão fez com que a mãe do menino de 10 anos, que também era atendido pelo suspeito no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da Prefeitura de São Vicente, procurasse a polícia. Segundo a advogada dela, a criança foi vítima de abusos semelhantes no consultório do psicólogo na mesma semana de quando houve o suposto outro flagrante.

"A situação ocorrida na sexta-feira fez com que acendesse um alerta. A minha cliente, conversando com o filho, constatou que algo havia acontecido e decidiu fazer o boletim de ocorrência. Se não bastasse, mais uma outra mãe, também com filho autista, relatou crime semelhante e vai à delegacia", disse a advogada Michelli Potenza Bucardi.

Para ambas vítimas, qualificadas na presença das mães, foi solicitado exames no Instituto Médico Legal (IML). Enquanto não há uma conclusão sobre os casos, a Prefeitura de São Vicente mantém o afastamento das atividades realizadas pelo profissional que é servidor. "Caso constatado o crime, ele sofrerá as sanções cabíveis", declarou.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que as ocorrências foram registradas como estupro de vulnerável e que são investidas pela equipe da DDM da cidade. Em ambos, as mães relatam que os filhos foram vítimas de "atos libidinosos" cometidos pelo mesmo profissional durante atendimento individual em consultório no CAPS.

O advogado Enrico Watanabe, que defende o psicólogo, entrou em contato com o G1, disse que o cliente é inocente e que nenhuma evidência demonstrou crime ocorrido até então. Em nota, ele também alega que as supostas acusações estão provocando "transtornos e alimentando ódio e ameaças de populares" contra o cliente dele.

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