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Suspeito de matar motorista de aplicativo diz que 'não atirou mais porque só tinha duas balas'

Homem afirmou à polícia que tinha intenção de desferir mais tiros contra Rafael Baron, morto na última segunda-feira

16 MAI 2019
Dany Nascimento e Anna Gomes
11h41min
Foto: André de Abreu

O delegado Ricardo Meirelles Bernardinelli, da 5ª Delegacia de Polícia, afirma que o suspeito de matar o motorista de aplicativo Rafael Baron, de 24 anos, confirmou que se tivesse mais balas no revólver, tinha desferido mais tiros contra a vítima no dia do crime. Igor Cesar de Oliveira, 22 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (16), no centro de Campo Grande.

A arma utilizada no crime, um revólver calibre .38, também foi apreendido. “Ele disse que perdeu a cabeça por ciúmes. Falou que só não atirou mais vezes porque tinha só duas balas na arma. Foi feito um acordo com o advogado de defesa para que a prisão acontecesse hoje”, disse o delegado.

A polícia descarta classificar o crime como latrocínio, já que os pertences de Rafael estavam dentro do carro. “A carteira e o celular dele estavam dentro do carro, o crime é classificado como homicídio”.

Questionado sobre o porte de arma de fogo, o delegado explica que Igor não tinha autorização para ter uma arma. A chegada do suspeito na 5ª Delegacia de Polícia Civil causou grande comoção, já que um grupo de motoristas de aplicativo se reúne no local, ao lado da família da vítima.

A esposa e a cunhada de Rafael choraram ao ver o criminoso, que foi escoltado através de um cordão de segurança para não ser linchado.

Rafael foi morto na última segunda-feira (13), no Jardim Campo Nobre, em Campo Grande. Ele atendeu uma corrida através de um aplicativo do celular, pegou Igor e a esposa no UPA Leblon para levá-los até o apartamento do casal.

Enciumado, ao ver a esposa conversar com o condutor do veículo durante o trajeto, Igor pegou uma arma dentro do apartamento e efetuou dois disparos contra Rafael, que morreu no local.

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