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VÍDEO: usados por quadrilhas, olheiros passam dia e noite no mato para monitorar polícia em rodovias

Suspeito preso confessa que leva cadeira e comida para passar longos períodos à beira da rodovia

02 maio 2019 - 09h28Por Thiago de Souza

Material obtido com exclusividade pelo TopMídiaNews mostra como é a ação dos chamados ''olheiros'' ou ''mateiros'', homens que aceitam passar dia e noite em meio ao matagal para monitorar a ação das polícias em rodovias de Mato Grosso do Sul. Um deles conta em detalhes como é feita a ação criminosa.

Esse tipo de ação criminosa ocorre com frequência nas estradas brasileiras, mas principalmente em Mato Grosso do Sul, que faz divisa com Paraguai e Bolívia. Embora os mateiros estejam na base da pirâmide criminosa, ajudam a sustentar uma estrutura que traz bilhões de reais de prejuízos para o país, seja ajudando no transporte armas e drogas e de produtos contrabandeados, como os cigarros do Paraguai.

Conforme mostra a gravação, o suspeito admite que estava com um celular e o jogou fora para escapar do flagrante. Assim que as forças policiais, principalmente a Polícia Rodoviária Federal, se movimentam, os olheiros informam os comparsas sobre cada passo dos agentes.

Na sequência, os batedores - carros que ficam próximos do veículo que leva o contrabando - são alertados. Por sua vez, avisam os motoristas por meio de rádios comunicadores, geralmente escondidos nos painéis dos carros.

O suspeito que aparece na gravação teria sido preso em uma ação policial, após tentar fugir do cerco. Ele confessa que recebe cerca de R$ 3,5 mil, em espécie, compra alimentos em grande quantidade e usa até um banquinho para passar longos períodos dentro do mato.

Contrabando

Quadrilhas de pequeno e médio porte promovem contrabando em rodovias em todo o país. No entanto, existem grupos criminosos que agem com extrema sofisticação e organização, até com características empresariais.

Um exemplo disso é o que foi descoberto na Operação Népsis, da PRF e da Polícia Federal, deflagrada em setembro de 2018. Conforme a PF, somente em 2017, uma grande quadrilha transportou 1,5 bilhão em mercadorias ilícitas. Grande parte desse material circulou pela fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, até chegar aos grandes centros do país.