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terça, 20 de abril de 2021
Política

2022 nem começou e promessa é de novos e antigos nomes buscando brilhar em MS

Disputa pelo Governo do Estado e Senado tem conflito familiar, recuperação de governadores e promessa de muita arregada

02 março 2021 - 09h30Por Vinícius Squinelo

A eleição para o Governo do Estado e Senado só acontece em 2022, mas considerando o tamanho da encrenca, as definições devem acontecer apenas na prorrogação, em cima da hora, com previsão de arregoes de fazer inveja a André Puccinelli, na adiada briga com Zeca do PT, em 2002.

Nomes de peso já estão na mesa e cada movimentação pode ser fundamental para as desistências, diante da chamada briga de gente grande. 

Tem de tudo na disputa: de mulheres poderosas a ex-governadores em recuperação e conflitos familiares. Há pouco mais de um ano da eleição, tudo o que se sabe é que muita gente vai dormir pré-candidato e acordar na estrada, com medo de um possível fiasco eleitoral. 

Quem tem mandato, sai na frente na briga e pode perder menos. É o caso de Nelsinho Trad e Soraya Thronicke. Eleitos em 2018, eles continuarão no cargo por mais quatro anos, independentemente do resultado das urnas no próximo ano. Soraya comanda o PSL e já se declarou pré-candidata. Ela tenta se fortalecer após se afastar da onda Bolsonaro, que a elegeu em 2022.

No PSD, Nelsinho trabalha para ser o candidato ao Governo do Estado, mas encontra o irmão, Marquinhos Trad, novamente no caminho. Os dois já viveram um dilema semelhante em 2016. Nelsinho queria voltar ao comando de Campo Grande, mas acabou desistindo, abrindo espaço para Marquinhos.

Seis anos depois, o conflito pode voltar a pauta. Nelsinho já anunciou pré-candidatura. Marquinhos não fala sobre, mas no mesmo dia que foi reeleito foi questionado e não descartou a possibilidade. 

A eleição também pode significar recomeço ou fim para dois líderes do Governo do Estado em Mato Grosso do Sul nos últimos anos: André Puccinelli e Reinaldo Azambuja. Puccinelli está afastado desde que deixou o Governo do Estado. Ensaiou candidatura em 2018, mas desistiu após prisão. Ele nunca escondeu o desejo de concorrer, mas ultimamente está mais quieto. 

Puccinelli pode fazer dobradinha com sua afilhada política, Simone Tebet. Isso quase aconteceu em 2014, mas Nelsinho entrou na jogada e acabou com a composição dos sonhos no MDB: Simone Tebet governadora e André Puccinelli, senador. Simone ganhou, Nelsinho perdeu. Hoje, Nelsinho pode enfrentar a dupla novamente, neste cenário ainda nebuloso para 2022. Reinaldo Azambuja é opção para o Senado, mas ainda não disse se disputa o cargo. Há quem aposte no governador na disputa por uma vaga na Câmara Federal. 

Quatro mulheres são esperadas na campanha para governo em 2022

Quatro mulheres são apontadas como grandes nomes para concorrer em MS - Foto: Reprodução/Facebook

O cenário promete participação efetiva de mulheres, com Soraya, Simone, Tereza Cristina e Rose Modesto. Deputada federal e mulher forte no governo Bolsonaro, Tereza ainda não disse se será candidata à reeleição ou ao Governo do Estado ou Senado. Há ainda quem a aponte como vice de Bolsonaro. Sonho de muitos para composição de chapa, pela proximidade do presidente, ela ainda é incógnita e pode mudar muitas decisões nos próximos meses. Ela também deve mudar de partido caso queira sonhos maiores. O partido dela, o DEM, tem Luiz Henrique Mandetta, opositor a Bolsonaro, como pré-candidato a presidente. 

Rose Modesto tem a vida um pouco mais complicada e também deve mudar de partido caso almeje sonhos maiores. Hoje, o PSDB tem planos para Eduardo Riedel governador e Reinaldo Azambuja senador. Para conseguir espaço maior, Rose teria que deixar o partido. 

O PT, que sempre tem candidato, também pode lançar um nome, mas não tão conhecido. Zeca está sumido e não dá sinais de que pode tentar cargo de grande representação. Favorito em 2018, ele perdeu votos e não conseguiu conquistar a cadeira de senador. 

Com tantas possibilidades e tantos nomes de peso envolvido, as mudanças devem ser grandes, com enormes possibilidades de desistências. Até o momento, apenas Nelsinho e Soraya, em posições muito mais cômodas, se articulam.