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Política

Acusado por estupro de adolescente, Romero já foi réu na Coffee Break e investigado por nepotismo

Vereador coleciona polêmicas desde que assumiu primeiro mandato, em 2012

24 janeiro 2019 - 11h10Por Amanda Amaral

O vereador Eduardo Pereira Romero (Rede) iniciou o ano de 2019 com a exposição de uma acusação de suposto estupro de adolescente de 13 anos, que se soma a outras polêmicas de seu passado. Todas elas, desde que assumiu o cargo na Câmara de Campo Grande, em 2012.

Ele foi considerado suspeito de nomear dois funcionários fantasmas, sendo um deles o próprio cunhado. Em 2018, foi denunciado pelo MPE (Ministério Público Estadual) à Justiça sul-mato-grossense por enriquecimento ilícito, em processo de ação civil por improbidade administrativa.

Por meio de uma denúncia anônima, o MPE investigou o relato de contratação de três funcionários fantasmas que supostamente foram contratados pelo parlamentar para desempenhar a função de assessor parlamentar.

Os investigados são Ademar Jarcem da Rocha, gerente comercial e cunhado de Romero, Wellington Valério Villa Nova, arquiteto, e Kristiane Alves Fernandes, que foi retirada do processo. Suspeito de colaborar com o esquema, o chefe de gabinete Jean Fernandes dos Santos Júnior também foi indiciado.

O MPE ainda fala em caso de nepotismo, uma vez que Ademar é cunhado de Romero, tendo união estável reconhecida com Alice Ferreira Feltrin, desde 1992 e depois convertida em casamento em maio de 2017.

Coffee Break

Junto a outros políticos e empresários, Eduardo Romero tornou-se réu após investigação da Coffee Break, operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) sobre esquema que resultou na cassação de Alcides Bernal (PP).

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual, cada envolvido tinha atuação específica na trama, uns corrompidos pelo recebimento de dinheiro, outros pela possibilidade de acesso ao poder, por meio de cargos na futura administração de Gilmar Olarte, então vice de Bernal. Romero é citado por supostamente negociar voto favorável à saída do prefeito em troca de nomeação e indicações de cargos.

Estupro

Eduardo Romero, vereador em segundo mandato por Campo Grande, é suspeito de estuprar um adolescente de 13 anos em novembro de 2017. O caso tem sido mantido em segredo de Justiça desde então.

Segundo o boletim de ocorrência, o cunhado da denunciante, tio da vítima, tinha chamado o adolescente para ajudar na reforma da casa do vereador. Romero teria insistido ao garoto para tocá-lo e teria praticado sexo oral na vítima, obrigando o adolescente a retribuir. Conforme a mãe do adolescente, o vereador ainda convidou o rapaz para retornar à casa depois.

Ainda segundo o registro policial, o parlamentar foi confrontado pelos parentes da vítima e confessou o ocorrido, dizendo que estava sob efeito de drogas. A mãe disse à polícia que o suspeito pediu desculpas, chorou muito, mas ela e o marido resolveram registrar a ocorrência por causa do estado emocional do filho.

Vereador nega

Em nota divulgada através das redes sociais, o vereador Eduardo Romero (Rede) declara que a acusação de estupro é “totalmente falsa e indevida”. “Estar na política te transforma em inimigo de muita gente, e não medem esforços para prejudicar e tirar de cena”, diz.

Sobre as denúncias de funcionários fantasmas, à época, ele alegou que todos desempenharam serviços à sociedade fora da Câmara Municipal e o seu cunhado foi exonerado assim que casou com a sua irmã. Ainda, com relação a Coffee Break, ele alega que a cassação de Bernal foi legítima e nunca recebeu vantagens pessoais por seu voto contra o ex-prefeito.