Advogado Gustavo Eufigênio, 25 anos, alerta a população de Campo Grande que, pagar o IPTU 2026 à vista é mau negócio na certa. O motivo são as várias mudanças feitas pela prefeita Adriane Lopes (PP), uma delas redução no desconto para o pagamento integral.
Neste exercício, o prazo para pagamento à vista termina em 12 de janeiro. Eufigênio lembrou do decreto 16.443 do Executivo, que reduz – de 20% para 10% - o percentual do desconto para quitação imediata do IPTU.
''À primeira vista, o desconto pode parecer atrativo, mas não. Essa política fazia sentido anteriormente e ajudava o Município a antecipar arrecadação'', garantiu o profissional. Como exemplo, o advogado cita investimentos financeiros tradicionais, como CDBs, Tesouro Selic ou fundos de renda fixa, que rendem 10% bruto ao ano.
''Ou seja, pagando o imposto à vista, o contribuinte abre mão de liquidez imediata; perde a chance de manter o dinheiro rendendo e ainda aceita um desconto que não supera a rentabilidade básica do mercado financeiro'', detalhou e complementou garantindo que o Município não oferece à população uma contrapartida econômica real.

Gustavo orienta como contribuinte deve proceder sobre o IPTU (Foto: arquivo pessoal)
Outro porém
Outro argumento do profissional contra o pagamento à vista é que há milhares de reclamações sobre alta exorbitante do imposto sem justificativa clara. O TopMídiaNews noticiou contribuintes reclamando de até 400 % de aumento, sem a realização de qualquer melhoria na região do imóvel. O caso ocorre até entre imóveis similares e, sequer, houve consulta ou votação na Câmara Municipal.
O que fazer
Eufigênio enumera o que o cidadão pode fazer diante do cenário obscuro relacionado ao IPTU 2026. Antes de quitar à vista, é preciso avaliar:
• Comparar o desconto oferecido com a rentabilidade real do seu dinheiro;
• Avaliar se houve aumento abusivo no valor lançado;
• Verificar se o imóvel foi corretamente enquadrado na planta de valores.
''Em muitos casos, parcelar o imposto e manter o capital aplicado é financeiramente mais inteligente'', sugere Gustavo. Ele conclui dizendo que as mudanças feitas por Adriane não são incentivo e sim ''transferência de custo para o cidadão''.







