O deputado estadual eleito André Salineiro postou um vídeo nas redes sociais questionando a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin, de prorrogar por duas horas a votação em todo o país, devido a vários fatores que impediam eleitores de se deslocarem até seus locais de votação.
"Que palhaçada, né, gente? Cara, a democracia exige regras claras e as regras não podem mudar no meio do jogo. O Brasil está assistindo hoje a uma situação extraordinária. Uma decisão individual do ministro Zanin, ex-advogado de Lula, que prorrogou por duas horas a votação presidencial em todo o território nacional quando diversas urnas já estavam encerradas e a apuração já havia começado", afirma Salineiro.
Ele prossegue, alegando que a decisão provocou questionamentos até mesmo entre os integrantes do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre os limites de competência entre as duas Cortes, TSE e STF.
O deputado eleito afirma que em Salvador, na Bahia, o pedido pela demora dos votos teria acontecido porque, supostamente, houve demora em retirar adesivos do PT que sindicalistas - chamados por Salineiro de "meliantes da esquerda" - teriam colado nos para-brisas dos ônibus, e que esses veículos não poderiam circular desse jeito.
"Agora, como assegurar a igualdade de condições quando algumas sessões já haviam encerrado seus trabalhos e outras receberam autorização para continuar?", questiona o político, que em seguida, afirma que essa pergunta merece respostas técnicas, públicas e transparentes. "Tudo leva a crer que o desespero da esquerda é querer ter fundamentos para uma possível pedida de novas eleições. Só pode", conclui.
Sobre a decisão
Segundo informações da jornalista Miriam Leitão, da Globo News, a confusão toda foi causada pelo próprio ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, que teria recebido informações sobre o que se passava ainda no começo da tarde. O primeiro pedido foi feito pela coligação do PT, e não houve uma ação do ministro, o que teria feito com que a situação se protelasse por toda a tarde do domingo de eleições.
Depois disso, o pedido foi para o ministro Edson Fachin que, por volta das 16h40, enviou o pedido ao ministro Cristiano Zanin, que tomou a decisão de prorrogar a votação.
Vale lembrar que a coligação do PL de Flávio Bolsonaro também teria pedido a prorrogação, apesar de tê-lo feito por motivos diferentes: a forte chuva que caía em várias regiões do Brasil e que poderia atrapalhar os eleitores no deslocamento até os locais de votação.
Por fim, o próprio ministro Kassio Nunes Marques afirmou que a decisão de Zanin não teria alterado o resultado das eleições, segundo o site Metrópoles.








