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Política

Bernal será investigado por abuso de poder econômico e ataques a adversários

Denúncias foram relacionados em ofício da Câmara Municipal

05 setembro 2016 - 11h06Por Diana Christie

Candidato à reeleição, o prefeito Alcides Bernal (PP) será investigado por eventual prática de abuso de poder político e econômico, além de possíveis ataques à honra de seus adversários políticos. As denúncias estão relacionadas em um ofício encaminhado pela presidência da Câmara Municipal, representada pelo vereador João Rocha (PSDB).

O procedimento preparatório eleitoral foi publicado no diário oficial do MPE (Ministério Público Estadual) nesta segunda-feira (5) e será conduzido pela promotora Renata Ruth Fernandes Goya Marinho, da Promotora Eleitoral. Não há detalhes sobre a denúncia, mas crimes do gênero ocorrem quando o gestor usa da máquina pública para pressionar ou conquistar eleitores.

Em algumas das denúncias recebidas pelo TopMídiaNews, servidores da prefeitura reclamam da pressão para demonstrar apoio ao candidato pepista nas redes sociais e criticar os adversários de Bernal, principalmente Rose Modesto (PSDB) e Marquinhos Trad (PSD), líderes nas pesquisas eleitorais.

Na semana passada, o prefeito ainda foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 5.320,50 por colocar cavaletes com propaganda eleitoral irregular em obras da prefeitura de Campo Grande. A sentença foi proferida pelo juiz eleitoral Paulo Henrique Pereira, da 54ª Zona Eleitoral, com base na Lei das Eleições e na Resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) 23.457/15.

“Sob o aspecto material, não há como negar que os dizeres “estamos recuperando Campo Grande” e “as pessoas em primeiro lugar” muito mais se assemelham a um slogan de campanha eleitoral do que uma sinalização propriamente dita”, explica o juiz eleitoral Paulo Henrique.

Na ocasião, a assessoria do Partido Progressista informou que deve recorrer da decisão, pois as placas “não são propaganda eleitoral, apenas material de sinalização de obras”. O partido também destaca que todos os cavaletes foram retirados, conforme a decisão judicial, mas alguns foram retirados por terceiros. “Eram 30 e estavam faltando uns 10. Fizemos boletim de ocorrência porque sumiram alguns”, explica.

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