segunda, 15 de julho de 2024

Busca

segunda, 15 de julho de 2024

Link WhatsApp

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Top Mídia News
Política

16/05/2024 19:00

Camila cobra comitê para acompanhar efeitos das mudanças climáticas em MS

Estudo do Governo Federal divulgado pelo TopMídiaNews mostrou que ao menos 25 mil pessoas vivem em áreas de risco ambiental em MS

A deputada federal Camila Jara (PT) cobrou a criação de um Comitê de Acompanhamento e Mitigação dos Efeitos das Mudanças Climáticas em Mato Grosso do Sul. 

Segundo ela, o objetivo é estabelecer um grupo de trabalho capaz de coordenar e implementar políticas, estratégias e ações para enfrentar os desafios das mudanças climáticas no Estado, sobretudo em áreas já apontadas como de risco.

“Precisamos nos preparar para os efeitos das mudanças do clima em nosso Estado. O que está acontecendo no Rio Grande do Sul é o exemplo de como ignorar sinais pode ser catastrófico. Criar o Comitê para enfrentar o problema com seriedade é uma demonstração de comprometimento com o enfrentamento das mudanças climáticas, que deve ser feito de forma eficaz e colaborativa, resultando em segurança e proteção para a população, para o meio ambiente e para a economia”, afirmou a  deputada.

Ela encaminhou ofício para o governador Eduardo Riedel (PSDB) nesta terça-feira (13). Conforme já mostrado pelo TopMídiaNews, ao menos 25 mil pessoas estão vivendo em áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos, enxurradas e inundações em Mato Grosso do Sul.

Nota técnica elaborada pela Casa Civil do Governo Federal mostra que 29 cidades de Mato Grosso do Sul estão suscetíveis a desastres ocasionados por chuvas e, por isso, deveriam ser "priorizadas nas ações da União em gestão de riscos e desastres naturais". 

O documento foi feito pela Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, em 2023, como parte dos estudos para o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Destes 29 municípios listados, 22 estão sob risco de inundações e enxurradas e um total de sete cidades também podem apresentar ocorrências de deslizamentos de terra, afirma documento. O alerta atinge cidades em diferentes regiões de todo o estado, inclusive grandes cidades como Campo Grande, Três Lagoas, Corumbá e Dourados.

Junto ao alerta, a Casa Civil apontou o número de pessoas concentradas nas áreas mapeadas como de risco geo-hidrológico. Segundo relatório, ao menos 25 mil sul-mato-grossenses vivem em regiões de risco para desastre natural, no entanto, número pode ser ainda maior, visto que, alguns municípios listados não tiveram a relação de moradores em locais de perigo divulgados.

Entre as cidades listadas, Batayporã é a que chama maior atenção devido à proporção de moradores em áreas de risco em relação à população. Conforme estudo, 10.000 pessoas vivem sob a iminência de enxurrada e inundação. O município possui população estimada em 10.712 moradores, segundo o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado em 2022.

A nota ainda aponta municípios como Aquidauana, em que 2.650 pessoas vivem em risco de enxurradas e inundações; Corumbá, com 1.429 sob o perigo de deslizamentos, enxurradas e inundações e Ponta Porã, onde 1.710 moradores também podem sofrer com enxurradas e inundações.

Pesquisa Nacional

De caráter nacional, a pesquisa apontou 1.942 municípios brasileiros que estariam suscetíveis à ocorrência de deslizamentos, enxurradas e inundações. Dentre as cidades apontadas pelo estudo, estão 142 municípios do Rio Grande do Sul. Entre eles, cidades que estão no epicentro das inundações que atingiram o estado nos últimos dias, como Eldorado do Sul e a capital Porto Alegre.

Elaborado ainda com auxílio de outros ministérios, como Integração e Desenvolvimento Regional; Cidades; Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia; o estudo atualizou uma lista de 2012 das cidades sob risco, segundo o site Metrópoles. Naquele ano, foram listados 821 municípios sob risco.

Para entrar na lista, a cidade teve de registrar óbito, ter mais de 900 desalojados e ter mais de 10 registros de desastres entre os anos de 1991 e 2022. Outro critério da Casa Civil é a cidade apresentar alta vulnerabilidade a inundações, segundo o "Atlas de Vulnerabilidade a Inundações da ANA" (2014).

A Secretaria de Estado da Casa Civil de Mato Grosso do Sul foi procurada a respeito do estudo divulgado pelo Governo Federal, mas ainda não retornou.

Loading

Carregando Comentários...

Veja também

Ver Mais notícias
AMIGOS DA CIDADE MORENA ABRIL NOVEMBRO