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Política

há 58 minutos

Condenado por jogo do bicho, Justiça pede prisão de Neno Razuk

O ex-deputado estadual foi condenado a mais de 15 anos no ambito da Operação Sucessione

Condenado a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho, no âmbito da Operação Sucessione, a Justiça de Mato Grosso do Sul determinou a prisão do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk.

Em conversa com a defesa do ex-deputado, Beto Razuk, ele disse não ter tido acesso ao mandado de prisão ainda. “Precisamos aguardar e entender a real situação antes de realizar qualquer manifestação a cerca do tema”, explicou.

Conforme o apurado pela reportagem, equipes do Gaeco (Grupo de de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), esteve na casa do ex-deputado na manhã desta terça-feira (7), porém, ele não chegou a ser encontrado. O advogado disse que também não iria se manifestar sobre a ‘visita’.

Perda de mandado

O pedido de prisão chegou pouco mais de um mês depois de Neno perder o mandato na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) em decorrência da recontagem dos votos das eleições de 2022, determinada pelo TER-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul).

A medida foi consequência da anulação dos votos dos ex-candidatos do PL, Loester Trutis e Raquelle Trutis, condenados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por irregularidades envolvendo o fundo eleitoral.

Com a redistribuição dos votos, a vaga passou do PL para o PSDB. O primeiro suplente da legenda tucana, João Cesar Mattogrosso, confirmou que assumiu a cadeira na Assembleia Legislativa.

Operação Sucessione

O ex-deputado Neno Razuk foi condenado na Operação Sucessione, que investiga a disputa pelo controle do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. Segundo o Ministério Público, ele e integrantes do grupo participaram de três roubos contra funcionários de uma organização rival, em Campo Grande, além de utilizarem um imóvel no Jardim Monte Castelo como base da operação, onde mais de 700 máquinas do jogo do bicho foram apreendidas.

A investigação também resultou em uma segunda denúncia, que aponta familiares de Roberto Razuk Filho como integrantes da organização, suspeita de lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar, corrupção e violação de sigilo funcional. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 274 mil, mais de mil euros e documentos que indicariam faturamento mensal de pelo menos R$ 600 mil. Com base nas apurações, o Ministério Público pediu o bloqueio de R$ 36 milhões em bens da família Razuk. A primeira sentença condenou outras dez pessoas, enquanto a segunda denúncia ainda aguarda decisão da Justiça.

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