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Política

Conta rastreada de Bumlai tinha R$ 0,01

20 dezembro 2015 - 17h53Por Uol

A Justiça encontrou R$ 0,01 (um centavo de real) em uma conta do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação consta de planilha com resultados do rastreamento realizado pelo Banco Central por ordem do juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato na primeira instância.

Moro mandou sequestrar R$ 53,5 milhões de Bumlai, preso preventivamente desde 24 de novembro. Ele é acusado formalmente de corrupção e gestão fraudulenta. Bumlai tomou empréstimo de R$ 12 milhões que no Banco Schahin em outubro de 2004, cujo destinatário final, segundo ele, foi o PT.

A busca determinada por Moro localizou em três contas do pecuarista R$4.427,54. Em uma conta havia: R$ 0,01. Outra tinha R$ 1.876,54. A terceira, R$ 2.550,99. O juiz classificou como 'pífio' o resultado.

Bumlai e outros 10 investigados foram denunciados criminalmente pelo Ministério Público Federal na segunda-feira por corrupção, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta.

Eles são suspeitos de envolvimento em um esquema de propinas na contratação sem licitação da Schahin Engenharia, em 2009, como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, negócio que teria sido fechado como "compensação" pelo empréstimo de R$ 12 milhões.

"O empréstimo fraudulento de 14 de outubro de 2004, de R$ 12.176.850,80, depois quitado com o direcionamento indevido de contrato pela Petrobrás à Schahin, atingiria, com correção monetária e juros, cerca de R$ 53.540.145,86, conforme cálculos efetuados pelo Ministério Público Federal", afirmou Moro.

"Atendendo à solicitação do Ministério Público Federal, decretei o bloqueio dos ativos mantidos em contas bancárias do acusado José Carlos Bumlai. Apesar da aparente capacidade econômica financeira de José Carlos Bumlai, das empresas dele e dos associados, (...), o resultado do sequestro foi pífio, com, por exemplo, cerca de somente R$ 4 mil sequestrados na conta do acusado José Carlos Bumlai e quantias equivalentes nas contas das empresas e associados. O resultado pífio do bloqueio da conta do acusado, de suas empresas e de associados sugere ação ordenada para esvaziar as contas e frustrar a pretensão de recuperação do produto do crime."