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Política

há 57 minutos

CPI do tapa-buracos terá 90 dias para investigar contratos e gastos em Campo Grande (vídeo)

A comissão será presidida pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), com o vereador Dr. Victor Rocha (PP) como relator

A Câmara Municipal de Campo Grande definiu, nesta sexta-feira (6), os integrantes da CPI do tapa-buracos, que terá 90 dias para investigar contratos, gastos públicos e a qualidade dos serviços de manutenção das ruas da Capital. A comissão será presidida pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), com o vereador Dr. Victor Rocha (PP) como relator.

Também integram a comissão os vereadores Dr. Lívio (União Brasil), Beto Avelar (PP) e Leinha (Avante). Os parlamentares devem começar a analisar os contratos e acompanhar de perto a execução dos serviços, além de buscar apoio técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), que já realizou vistorias relacionadas à situação das vias.

O presidente da Câmara, vereador Papy (PSDB), afirmou que todos os fatos serão apurados. A população também poderá contribuir com os trabalhos por meio de denúncias sobre problemas na pavimentação e nos serviços de tapa-buracos.

À frente da CPI, Luiza Ribeiro afirmou que a investigação pretende identificar responsabilidades e cobrar providências tanto do Poder Executivo quanto das empresas contratadas para realizar os reparos. A comissão também deverá avaliar se os problemas nas ruas podem ser resolvidos com operações de tapa-buracos ou se determinados trechos precisam de obras mais amplas de recapeamento.

Durante entrevista ao TopMídiaNews, o vereador Leinha defendeu que os trabalhos sejam conduzidos com imparcialidade e critérios técnicos, sem deixar de lado a busca por soluções para os moradores.

"Nós estamos aqui preocupados em solucionar esse problema e ajudar a população de Campo Grande, que tanto precisa sair dessa situação", afirmou. Segundo ele, os transtornos não atingem apenas os moradores dos bairros mais carentes, mas toda a cidade.

O relator da comissão, Dr. Victor Rocha, alertou que a situação das ruas deixou de ser apenas um incômodo para motoristas e passou a representar um problema de saúde pública, diante dos riscos de acidentes.

"Deixou de ser um problema só de um incômodo, passa a ser um problema de saúde pública quando você tem um acidente, quando você tem aí uma superlotação nos hospitais, principalmente na Santa Casa, por conta dos traumas", destacou.

O vereador também ressaltou que motociclistas, ciclistas, pedestres e motoristas são afetados pelas condições das vias. Ele defendeu que a CPI trabalhe de forma imparcial e busque soluções em conjunto com a Prefeitura, o Governo do Estado e, se necessário, o Governo Federal.

Já o vereador Lívio Leite defendeu que a comissão comece os trabalhos com um diagnóstico da malha viária para identificar as causas da quantidade de buracos na Capital. O parlamentar levantou a possibilidade de que parte das ruas esteja com o asfalto antigo e precise de recapeamento, em vez de reparos pontuais.

"Primeira coisa que a gente tem que saber é qual é o diagnóstico da situação na cidade de Campo Grande. Por que tantos buracos estão existindo?", questionou.

Lívio também cobrou esclarecimentos sobre os valores destinados aos serviços de tapa-buracos e ao recapeamento. Para ele, a investigação deve ir além da identificação de responsáveis e contribuir para a elaboração de um plano que evite a repetição dos problemas.

O vereador Landmark Rios, por sua vez, criticou a qualidade do material utilizado nos serviços de manutenção e cobrou explicações sobre os contratos e as empresas responsáveis pelos reparos.

"A gente percebe também a qualidade desse asfalto. É um asfalto quente, é um asfalto frio? Qual a qualidade desse processo que é feito aqui em Campo Grande?", questionou.

Em seguida, disparou: "A gente percebe que hoje o asfalto é feito de farofa".

Landmark também pediu esclarecimentos sobre os investimentos destinados à manutenção das vias, incluindo os recursos do Fundersul. Segundo ele, a comissão precisa verificar se os materiais e os procedimentos adotados são adequados, diante dos acidentes, prejuízos materiais e riscos à segurança da população.

A CPI terá 90 dias para reunir documentos, analisar contratos, verificar a execução dos serviços e apurar quanto foi investido na manutenção das ruas. Ao final dos trabalhos, a comissão deverá apresentar os resultados e cobrar providências do Executivo e das empresas envolvidas.

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