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Política

Dagoberto quer expulsão de Tábata Amaral e mais sete 'infiéis' do PDT

Deputado diz que os oito parlamentares terão uma nova chance na votação de 2º turno da Previdência

18 julho 2019 - 17h37Por Thiago de Souza

Dagoberto Nogueira, deputado federal pelo PDT, defende a expulsão dos oito parlamentares que votaram a favor da reforma da previdência, em 10 de julho deste ano. Nogueira diz que haverá uma ‘’segunda chance’’ no 2º turno da votação, mas quem insistir não terá chance. 

''O PDT é um partido ideológico, programático e que tem causa'', justificou o pedetista. Ele conta que, como membro do diretório nacional, participou da reunião nesta quarta-feira (17), que definiu pela suspensão da prerrogativa dos parlamentares de falar em nome do partido. 

''Eles não podem participar das comissões por enquanto, nem usar o plenário. Só podem falar por eles mesmos'', disse Nogueira. O caso dos parlamentares, que inclui Tábata Amaral, está no Conselho de Ética do partido, que vai analisar cada caso. Agora, todos os deputados citados terão prazo para apresentar defesa. 

Dagoberto destacou que todos os deputados têm intenção de ficar no partido. Por isso, como cada um deles vai votar no segundo turno da reforma da previdência, prevista para 6 de agosto, será determinante na saída ou permanência deles. 

Dos oito casos, Nogueira apontou que Tábata votou sob pressão do movimento chamado Acredito, do qual ela faz parte. Ele conta que a jovem deputada queria votar contra, mas não conseguiu convencer o movimento. Ele acrescenta que o partido não vê problemas em perder oito cadeiras, já que na votação do impeachment de Dilma Rousseff, a sigla perdeu três senadores e quadro deputados por infidelidade. 

* matéria alterada para acréscimo de informações. 

A assessoria do deputado Dagoberto entrou em contato com a redação instantes após a publicação e destacou que o parlamentar não quer a expulsão dos deputados citados.