Deputado federal Dagoberto Nogueira (PP) repudiou, nesta quarta-feira (15), citação do nome dele por investigados na Operação Gutenberg, do Gaeco. A investigação revelou esquema de fraudes em compras da Educação e na Saúde de MS.
Nogueira destacou que o nome dele e do prefeito de Paranaíba foram citados. No entanto, destaca que o investigado foi flagrado dizendo que ''iria conversar com o deputado'' para que este ajudasse a celebrar contratos públicos.
No entanto, Dagoberto faz uma ressalva:
''Ele iria. Iria falar comigo, mas nunca comentou esse assunto'', enfatizou o deputado. Ele disse ter ligado para o prefeito de Paranaíba, que atestou não ter feito compra de livros alguma da quadrilha investigada.
Nogueira disse que nunca conversou e não admite esse tipo de conversa, se referindo a esquemas de corrupção.
''Não sou assim. Não me meto em coisas erradas'', bradou Dagoberto. A Procuradoria Geral de Justiça disse que, apesar das citações, não há nenhum indício de participação de políticos na trama e que os envolvidos teriam utilizado os nomes sem consentimento ou conhecimento dos parlamentares para proveito próprio.
Ajuda
A citação do nome do deputado veio do então coordenador de Regulação da Saúde de MS, Ed Carlo Burgatt, cujas conversas estão detalhada no relatório de investigação do Gaeco. Ele e o advogado Gabriel Taquino de Paula articularam contratos da Editora Avante com prefeituras. Em dado momento, Ed entende que pode haver dificuldades no fechamento de contrato com Paranaíba, por isso disse que iria acionar Dagoberto.








