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RETROSPECTIVA 2018

De índios a reajustes salariais de vereadores, não faltou polêmica para Câmara em 2018

Para o presidente da Câmara Municipal, João Rocha, vereadores conseguiram administrar melhor as discussões

27 dezembro 2018 - 15h15Por Rodson Willyams

A discussão envolvendo o reajuste nos salários dos vereadores não foi a única polêmica vivida na Câmara Municipal neste ano. Ao longo de 2018, diversos parlamentares fizeram declarações pouco usuais e acabaram sendo pivôs de diversos comentários, principalmente, pelas redes sociais.

Entre os assuntos que rendeu entre os parlamentares foi a exibição de um filme com cenas de sexo entre homossexuais mostrado a adolescentes na Escola Estadual Maria Constança de Barros. O clima pesou na Casa da Leis, principalmente, pela bancada evangélica, que chegou a pedir explicações a Secretaria de Estado de Educação (SED) e cogitar tomar outras providências. "Crianças não podem ser expostas por um estupro mental", disparou Gilmar da Cruz (PRB), na época.

Durante  análise do veto ao projeto que prevê desconto de 15% no IPTU de quem instalar câmeras de videomonitoramento houve até bate-boca entre os parlamentares. Na ocasião, o líder do prefeito Marquinhos Trad (PSD), Chiquinho Telles do mesmo partido, disse que projetos autorizativos 'era conversa fiada'.  Os proponentes, André Salineiro (PSDB) e Otávio Trad (PSB) não gostaram fizeram questão de lembrar Telles que o mesmo também chegou a apresentar projetos autorizativos no primeiro mandato. Após o clima pesado, Telles voltou atrás e disse que foi mal-interpretado.

Outra declaração polêmica foi do vereador André Salineiro. Durante uma manifestação em que indígenas bloquearam um trecho da BR-163, na saída de Campo Grande para Cuiabá, o ato que seria uma manifestação para pedir atenção aos povos indígenas tomou outros rumos. Na ocasião, Saleiro fez uma declaração polêmica dizendo os índios mereciam uma 'surra dos policiais' caso insistissem com o protesto. A declaração tomou uma proporção gigantesca que os indígenas foram até à Câmara Municipal pedir retratação e tiveram reunião com direito a portas-fechada na presidência.

Polêmico, o vereador Valdir Gomes (PP) despertou furor nas redes sociais ao criticar uma blitz da Polícia Militar. “minha indignação e protesto, blitz agora na Norte Sul, como se não bastasse a crise que estamos vivendo, em um final de mês, pessoas que iam para o trabalho, hospital para um tratamento de câncer, ficando a pé! Nossos governantes não tem mais coração?”. O fato de cidadãos ter ficado a pé enquanto se dirigiam para fazer tratamento de câncer, levou as autoridades a dar explicações.

Até o VAR usado na Copa do Mundo foi lembrado na sessão. Alguns vereadores dormiram no ponto e deixaram passar vetos do Executivo. Ao questionarem depois de aprovado foram aconselhados pelo presidente a ficarem atentos e a prestarem mais atenção. Imagens foram consultadas e diante do caso, os parlamentares não puderam reclamar.

Por fim, como se não bastasse a polêmica envolvendo o reajuste dos vereadores, Delegado Wellington ameaçou prender manifestantes que foram protestar contra o reajuste salarial. Parlamentar foi vaiado, mas que tudo não teria passado de uma brincadeira, mas mesmo assim, a declaração pegou mal.

Em entrevista ao TopMídiaNews, o presidente da Câmara Municipal, João Rocha (PSDB) disse que as polêmicas na Casa são normais. "Continua sendo uma casa polêmica, nós não vamos deixar de discutir ideias e que são postas ao contraponto. Neste sentido, acho extremamente saudável a forma como nós conduzimos essa situação. Isto torna a Câmara bastante viva e dinâmica", finaliza.