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Política

Depois de até ‘rebolar’ para defender Michel Temer, cargo de R$ 27 mil de Marun fica à deriva

Fidelidade ao ex-presidente garantiu-lhe emprego na Itaipu Binacional

22 março 2019 - 07h00Por Celso Bejarano, de Brasília

"Trata-se de mais um pusilânime [fraqueza moral, covarde, medroso, fraco, conforme o dicionário] caso de exibicionismo Judiciário", disse o ex-ministro Carlos Marun, acerca da prisão do ex-presidente Michel Temer, na manhã desta quinta-feira (21), no âmbito da Lava-Jato, em São Paulo.

Refrescando a ideia: Marun defendeu Temer com “unhas e dentes” e até com “reboladas”, em outubro de 2017, em Brasília.

À época, contra o ex-presidente foram ofertadas duas denúncias. O caso foi levado a CCJC (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), colegiado que livrou a cara de Temer, sepultando a ideia da investigação.

Ainda no período, Marun cantou e dançou com música de fundo de Benito de Paula: “Tudo está no seu lugar, graças a Deus”.

Assim, Carlos Marun era tido pela imprensa nacional como uma espécie de pitbull de Temer.

O ex-presidente soube retribuir a gentileza política de Marun, tanto que no fim do mandato, em dezembro do ano passado, nomeou o ex-deputado de MS como conselheiro da Itaipu Binacional, atividade que rende ao ex-ministro algo em torno de R$ 27 mil mensais.

O emprego dado a Marun foi contestado à exaustão por próximos do presidente Jair Bolsonaro, que pensou em até demiti-lo. Por questões de normas da binacional, a nomeação de Temer não poderia ser desfeita e o ex-ministro permaneceu empregado.

Hoje, nos corredores do salão verde na Câmara dos Deputados, alguns parlamentares até brincaram ao comentar a prisão do ex-presidente: “e agora, será que o Marun cai?”. Certeza é que o cargo pode ser reavaliado pela equipe econômica de Jair Bolsonaro (PSL) a qualquer momento.

POR QUE A PRISÃO

Michel Temer foi preso por determinação da Justiça Federal do Rio de Janeiro. Ele é suspeito de ter catado dinheiro de propina da construtora Engevix, e em troca beneficiado a empresa que tocava obras na usina nuclear de Angra 3, no Rio.