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Na hora de cobrar transparência, Marquinhos se atrapalha e confunde até ano que entrou na Assembleia

Deputado foi nomeado servidor da Assembleia em 1986, mas chega a dizer que iniciou na Casa dois anos depois

6 OUT 2016
Airton Raes
07h00min
Foto: TopMídiaNews

Em discurso na Assembleia legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Marquinhos Trad (PSD) cometeu ato falho e afirmou que começou a trabalhar na casa de leis em 1988, para 'auxiliar durante a Constituinte'. Marquinhos, na verdade, foi nomeado servidor da Assembleia em 1986, pelo próprio pai, e foi denunciado durante a campanha eleitoral, por Athayde Nery (PPS), de ser 'fantasma'.

A declaração ocorreu enquanto dizia que iria cobrar da Mesa Diretora a relação de todos os servidores nomeados na Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas desde 1986. Marquinhos começou a citar filhos e parentes de políticos que também trabalharam nos locais.

No vídeo do pronunciamento do parlamentar é possível ver, aos 6min39seg, que ele afirma, em resposta ao Deputado Beto Pereira (PSDB), que supostamente começou a trabalhar na Assembleia em 1988. “Eu ajudei a Constituinte, seu pai era, junto com o doutor Vladimir Rossi Lourenço; a Constituinte de 88, quando eu vim para cá, eu era assessor. Eu não era lotado no Nelson Trad. Eu era lotado no gabinete da presidência”.

Veja o vídeo:

Marquinhos Trad se defende das acusações de que foi nomeado na Assembleia Legislativa em junho de 1986 ao mesmo tempo que cursava a faculdade de direito no Rio de Janeiro. O diploma do parlamentar data de dezembro de 1986, oque levantou a dúvida de que Marquinhos supostamente teria sido funcionário 'fantasma' da casa de Leis.  

A declaração ocorreu na terça-feira (4), após o candidato a prefeito de Campo Grande denunciar que 'opositores' foram até o Rio de Janeiro, para falar com ex-colega de turma, para saber se o mesmo frequentava as aulas, ao mesmo tempo em que Marquinhos foi nomeado na Assembleia Legislativa. 

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