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Política

há 1 semana

Érika Hilton aciona PGR contra lei de Campo Grande que proíbe mulheres trans em banheiros femininos

A iniciativa da parlamentar ocorre em meio à repercussão nacional da chamada Lei 7.615/26, que tem provocado debates

A deputada federal Érika Hilton acionou a PGR (Procuradoria-Geral da República) contra a lei Pró-Mulher, sancionada em Campo Grande e de autoria do vereador André Salineiro (PL). A norma estabelece que banheiros femininos em espaços públicos sejam destinados exclusivamente a mulheres, com o argumento de preservar a intimidade e a segurança.

A iniciativa da parlamentar ocorre em meio à repercussão nacional da chamada Lei 7.615/26, que tem provocado debates intensos em diferentes setores da sociedade. Grupos contrários à medida questionam a constitucionalidade da legislação e defendem que o caso seja analisado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Na representação encaminhada à PGR, Érika Hilton argumenta que a lei pode resultar na exclusão de mulheres trans e levanta dúvidas sobre como a regra será aplicada na prática. A deputada sustenta que a norma pode ferir princípios constitucionais, especialmente no que diz respeito à dignidade e à igualdade.

Apesar das críticas, o vereador André Salineiro mantém a defesa da legislação e tem buscado ampliar o alcance da proposta. Segundo ele, o projeto já foi disponibilizado para vereadores e prefeitos de outras cidades e estados interessados em adotar medidas semelhantes, levando o debate para além de Campo Grande.

A discussão também tem gerado mobilizações locais. Na última semana, a Câmara Municipal foi palco de manifestações contrárias à lei.

Ao rebater as críticas, Salineiro afirmou que a medida busca evitar situações de conflito já registradas. Ele citou o caso envolvendo a atriz Cássia Kis, que teria sido filmada por uma pessoa trans em um banheiro feminino.

“Ninguém vai defender a Cássia Kis que foi filmada dentro de um banheiro? A intimidade e a segurança de mulheres e crianças que usam o banheiro feminino nem deveriam ser um debate e uma polêmica, mas infelizmente tem que ter lei para garantir o óbvio, e foi o que eu fiz”, declarou o vereador.

O caso segue em análise e pode ganhar novos desdobramentos a depender do posicionamento da PGR e de eventual judicialização no STF.

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