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‘Fui vítima de extorsão’, diz Marquinhos sobre denúncias de lavagem de dinheiro

Candidato conta que registrou boletim de ocorrência contra empresário que o denunciou no MPF

13 SET 2016
Diana Christie
16h31min
Foto: Geovanni Gomes

Candidato à prefeitura de Campo Grande, o deputado estadual Marquinhos Trad (PSD) afirma que foi vítima de extorsão de irmãos que o denunciam por suposta lavagem de dinheiro durante a campanha eleitoral de 2014. Segundo o parlamentar, o empresário Arnaldo Britto de Moura Junior, dono da empresa 4 Rodas, e a irmã dele, Sandra, inventaram factoides para manchar sua carreira política. “É mentira. Eu sou vítima disso”, resume.

Arnaldo protocolou uma denúncia contra Marquinhos no MPF (Ministério Público Federal), após a empresa que comanda ser condenada, em 15 de dezembro de 2015, a pagar multa no valor de R$ 244,8 mil por ter feito doação para campanha eleitoral acima do limite de 2% dos rendimentos brutos auferidos no ano de 2013, conforme decisão da juíza da 44ª Zona Eleitoral, Cíntia Xavier Letteriello Medeiros.

Naquele ano, o faturamento da empresa foi de R$ 51,5 mil e a doação de R$ 50 mil. Para explicar a doação à Justiça, o empresário alegou que Marquinhos agiu de má-fé para conseguir um recibo de doação e esquentar a vultosa quantia de dinheiro. Conforme a denúncia, o candidato teria recebido R$ 200 mil em dinheiro vivo de um doador que não poderia aparecer, pois já tinha excedido o valor legal.

O deputado, no entanto, afirma que sofreu extorsão de Arnaldo e de Sandra. “Na minha campanha de 2014, ele através da irmã dele, doou R$ 50 mil e eu emiti o recibo eleitoral. Prestei contas à Justiça, tudo conforme manda a lei. Depois de certo tempo, a irmã dele me procura dizendo que ela tinha se equivocado, que o irmão não tinha caixa para doar R$ 50 mil”.

“Ele foi multado em 200 e poucos mil reais porque a empresa dele só podia doar R$ 1 mil. Não sei que empresa que é essa que, durante um ano inteiro, teve movimento só de R$ 10 mil. Mas que, se eu não pagasse a multa, ela ia procurar o Reinaldo Azambuja (PSDB) ou o Bernal (Alcides, PP) e ia fazer um escândalo político”, continua.

Marquinhos explica ainda que denunciou o caso de extorsão à polícia, registrando um boletim de ocorrência em abril, que foi transformado em inquérito pelo delegado Geraldo Marinho, da 3ª DP (Delegacia de Polícia) da Capital. “Quando eles souberam, dois meses depois, eles foram ao Ministério Público Federal dizer essa história que eles estão dizendo agora, já para se defender da extorsão. Com certeza alguém já deve ter negociado a maneira de pagar e ele foi para a polícia fazer escândalo político”.

Para o parlamentar, as denúncias chegam à beira do ridículo, pois Sandra atuou no financeiro de seu comitê de campanha em 2014 e foi gerente do banco Safra, tendo conhecimento da Legislação Eleitoral. Também envia um recado para os adversários dizendo que “a turma do mal, que finge fazer a política do bem e está desesperada porque não vai conseguir dominar o Estado, deveria se preocupar mais com propostas do que com mentiras”. 

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