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Política

Hotel Campo Grande deve virar 260 apartamentos para famílias carentes

Projeto deve consumir perto de R$ 40 milhões; Marquinhos Trad está em Brasília atrás do recurso

19 agosto 2019 - 15h37Por Celso Bejarano, de Brasília

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, reuniu-se na tarde desta segunda-feira (19), em Brasília, com seu irmão, o líder da bancada federal, senador Nelsinho Trad, ambos do PSD, e o ministro Gustavo Henrique Canuto (Desenvolvimento Regional do Brasil).

Nas audiências, ele debateu um projeto ousado: o de transformar o prédio do Hotel Campo Grande, abandonado há décadas, situado no coração da capital sul-mato-grossense, em 260 unidades habitacionais.

A proposta exige um investimento de R$ 38 milhões – R$ 25 milhões para revitalizar o imóvel e R$ 13 milhões para indenizar os donos do hotel, erguido nos anos 1960, de 15 andares. O hotel foi inaugurado no início dos anos de 1970 e deixou de funcionar no começo dos anos 2000.

Marquinhos disse ao TopMídiaNews que o hotel, caso avalizado seu projeto, deve abrigar ao menos 260 famílias que recebem de um a três salários mínimos.

“Pessoas pobres e vulneráveis vão morar no centro da cidade”, disse o prefeito.

O projeto, disse o prefeito, foi estudado no ano passado, assim que Marquinhos soube que o ministério tinha o pró-moradia, programa habitacional destinado a prédios abandonados em partes centrais da cidade, conhecido como Retrofit.

“Foi providência de Deus. O prédio do hotel está carcomido pela ferrugem e vai virar moradia de 260 famílias”, afirmou o prefeito.

Campo Grande, cuja população beira a casa dos 900 mil habitantes, tem um déficit habitacional que já soma 38 mil famílias, segundo cálculos do prefeito Marquinhos Trad.

Reunião em Brasília - Foto: Assessoria/Nelson Trad

O PRÉDIO

O hotel Campo Grande, que por tempos abrigou eventos sociais que juntava empresários, artistas e era a referência da cidade, foi construído pela família Neder, que inaugurou a primeira empresa telefônica de Mato Grosso do Sul.

Em livro produzido pelo arquiteto Ângelo Arruda, professor aposentado da UFMS (Universidade Federal de MS), ele afirmou que o investimento do hotel Campo Grande custou equivalente ao custo de 20 mil cabeças de gado.

Por anos, o terreno do hotel era ocupado por uma agência bancária do Financial, já extinto, que era da família do ex-prefeito da cidade, Lúdio Coelho, que morreu março de 2011, aos 88 anos de idade.