Menu
Busca terça, 07 de abril de 2020
corona 2
Política

Hotel Campo Grande deve virar 260 apartamentos para famílias carentes

Projeto deve consumir perto de R$ 40 milhões; Marquinhos Trad está em Brasília atrás do recurso

19 agosto 2019 - 15h37Por Celso Bejarano, de Brasília

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, reuniu-se na tarde desta segunda-feira (19), em Brasília, com seu irmão, o líder da bancada federal, senador Nelsinho Trad, ambos do PSD, e o ministro Gustavo Henrique Canuto (Desenvolvimento Regional do Brasil).

Nas audiências, ele debateu um projeto ousado: o de transformar o prédio do Hotel Campo Grande, abandonado há décadas, situado no coração da capital sul-mato-grossense, em 260 unidades habitacionais.

A proposta exige um investimento de R$ 38 milhões – R$ 25 milhões para revitalizar o imóvel e R$ 13 milhões para indenizar os donos do hotel, erguido nos anos 1960, de 15 andares. O hotel foi inaugurado no início dos anos de 1970 e deixou de funcionar no começo dos anos 2000.

Marquinhos disse ao TopMídiaNews que o hotel, caso avalizado seu projeto, deve abrigar ao menos 260 famílias que recebem de um a três salários mínimos.

“Pessoas pobres e vulneráveis vão morar no centro da cidade”, disse o prefeito.

O projeto, disse o prefeito, foi estudado no ano passado, assim que Marquinhos soube que o ministério tinha o pró-moradia, programa habitacional destinado a prédios abandonados em partes centrais da cidade, conhecido como Retrofit.

“Foi providência de Deus. O prédio do hotel está carcomido pela ferrugem e vai virar moradia de 260 famílias”, afirmou o prefeito.

Campo Grande, cuja população beira a casa dos 900 mil habitantes, tem um déficit habitacional que já soma 38 mil famílias, segundo cálculos do prefeito Marquinhos Trad.

Reunião em Brasília - Foto: Assessoria/Nelson Trad

O PRÉDIO

O hotel Campo Grande, que por tempos abrigou eventos sociais que juntava empresários, artistas e era a referência da cidade, foi construído pela família Neder, que inaugurou a primeira empresa telefônica de Mato Grosso do Sul.

Em livro produzido pelo arquiteto Ângelo Arruda, professor aposentado da UFMS (Universidade Federal de MS), ele afirmou que o investimento do hotel Campo Grande custou equivalente ao custo de 20 mil cabeças de gado.

Por anos, o terreno do hotel era ocupado por uma agência bancária do Financial, já extinto, que era da família do ex-prefeito da cidade, Lúdio Coelho, que morreu março de 2011, aos 88 anos de idade.

Leia Também

Após mortes confirmadas, secretário intima municípios para reforçar prevenção contra coronavírus
Cidades
Após mortes confirmadas, secretário intima municípios para reforçar prevenção contra coronavírus
ENQUETE: maioria dos leitores apoia fechamento do comércio contra covid-19
Cidade Morena
ENQUETE: maioria dos leitores apoia fechamento do comércio contra covid-19
Calorão vai embora e Campo Grande terá semana fresquinha
Cidade Morena
Calorão vai embora e Campo Grande terá semana fresquinha
Sobe para 80 casos confirmados de coronavírus em Mato Grosso do Sul
Cidades
Sobe para 80 casos confirmados de coronavírus em Mato Grosso do Sul