Promotoria de Justiça de Três Lagoas descobriu que a Residência Inclusiva Casa Grande Família da Neide retia cartões bancários dos atendidos e se apossava de dinheiro de benefícios assistenciais, em Selvíria. A ordem é para que a instituição devolva os valores transferidos.
Conforme divulgado pela 4ª Promotoria de Justiça, a retenção de cartões bancários atingia pessoas com deficiência severa. O dinheiro, como pagamento do BPC e LOAS, era transferido para as contas da instituição.
O MPE refletiu que a instituição é autossuficiente, ou seja, não precisa pegar recursos dos pacientes para se manter. Citou que a Residência recebe R$ 855.180 por ano por meio de convênio com quatro prefeituras, sendo duas de cidades de MS – Nova Alvorada do Sul e Chapadão do Sul e duas de SP, como Castilho e Santo Antônio do Aracanguá.
Auditoria
Auditoria analisada pelo MP dá conta que, em agosto de 2025, sobrou mais de R$ 135 mil nos cofres da entidade, anulando qualquer argumentação de uso dos valores dos assistidos. Foi data recomendação imediata para que a residência inclusiva devolva os valores para as contas individuais dos abrigados e use o dinheiro exclusivamente para luxos ou necessidades dos próprios internos.
Entramos em contato com a instituiçao em Selvíria. O espaço está aberto para manifestação dos citados.








