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Política

Marcada data de julgamento de Giroto, empreiteiro e ex-servidores da Agesul

Peculato é o crime e a sentença pode oscilar de dois a 12 anos de prisão

10 agosto 2018 - 14h25Por Celso Bejarano

O juiz da 1ª Vara Criminal de Competência Residual de Campo Grande, Roberto Ferreira Filho, marcou para o dia 28 de novembro o começo do julgamento dos implicados na Lama Asfáltica, operação policial que investiga esquema de corrupção nas gestões do ex-governador André Puccinelli (MDB) - 2007-2014 -, preso desde o dia 20 de julho passado. Cuidam do caso as justiças estadual e federal. 

Como a questão é tratada em sigilo judicial, informações reduzidas acerca da audiência, que deve durar até 7 de dezembro, constam na edição desta sexta-feira (10) do Diário Oficial de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Na lista dos primeiros julgados pela justiça estadual pelo maior esquema de corrupção que se tem notícia em MS, aparecem no Diário Oficial os nomes dos ex-deputados Edson Giroto (federal), Wilson Roberto Mariano Oliveira (estadual e ex-prefeito de Paranaíba), a ex-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), Maria Wilma Casanova Rosa, o empreiteiro Fernando Cremonesi, os ex-servidores da Agesul Maxwel Thomé Gomes e Luiz Mário Anache. Giroto e Mariano estão presos desde abril passado por força judicial determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Peculato [apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio] é o crime pelo qual os envolvidos serão julgados pela justiça estadual, cuja sentença pode resultar em pena que varia de dois a 12 anos de prisão.

A Justiça Federal ainda não marcou julgamento, embora a Lama Asfáltica tenha sido deflagrada há três anos. A Lama Asfáltica envolve as justiças estadual e federal porque os envolvidos tenham supostamente desviados recursos do Estado de MS e da União.

A operação Lama Asfáltica investigou suposto esquema de direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras, liberações de créditos tributários em troca de propina, lavagem de dinheiro e corrupção de servidores. Na relação de investigados surgem nomes de políticos, servidores e empresários, principalmente donos de construtoras.

O ex-governador André Puccinelli foi preso no dia 20 de julho junto com o filho André Júnior, envolvido no caso por conduzir uma empresa criada para captar dinheiro de propina.