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Política

Mulheres ampliam espaço na política e apostam em voos mais altos na Capital

26 março 2016 - 14h59Por Rodson Willyams

As declarações da deputada estadual Grazielle Machado, do PR, de que chegou o momento de uma mulher administrar Campo Grande, repercutiram de forma imediata na Câmara Municipal e aumentaram as especulações sobre as eleições previstas para outubro.

A Casa de Leis passou a ter tradição e se tornou especialista em exportar mulheres para os poderes do Legislativo e Executivo estadual, como é o caso também da vice-governadora Rose Modesto, do PSDB. Na Capital, as vereadoras gostaram da ideia sobre a representatividade de gênero, porém, nem todas quiseram se comprometer.

A primeira comentar foi a vereadora Luiza Ribeiro, do PPS. "Acho uma boa ideia, as mulheres estão preparadas e podem ser prefeitas. Acho que nós temos vários partidos que podem lançar uma candidatura própria, tendo uma mulher para disputar a prefeitura da Capital. O meu nome mesmo está à disposição do meu partido". Luiza Ribeiro é considerada para ser vice em uma possível reeleição do prefeito Alcides Bernal, do PP, mas nada foi confirmado.

Outra parlamentar de Campo Grande que teve o nome citado para disputar o pleito municipal foi a vereadora Carla Stephanini, do PMDB. Ela chegou a ser citada pelo ex-governador André Puccinelli, principal liderança do partido, que considera a mesma potencial candidata à cabeça de chapa ou até mesmo vice-prefeita em composição feita só com membros do partido.

À reportagem, Carla disse que está à disposição do PMDB, porém o seu plano é permanecer na Câmara Municipal. "O meu projeto é a reeleição para vereadora. Procuro fazer o mandato com muito trabalho e dedicação. Mas é claro que eu fico lisonjeada, gratificada por ter o meu nome lembrado pelo meu partido. Mas por enquanto, nós estamos em uma discussão interna em que defendemos o nome do André [Puccinelli] para disputar a prefeitura da Capital", disse.

Tanto Luiza quanto Carla defendem a participação de mais mulheres na política. "Nós sabemos que há as construções partidárias, pelo menos, o objetivo é que se tenham mais mulheres na política. Mas por outro lado, também sabemos que nem todos os partidos constroem suas campanhas pensando nelas. Acho a participação das mulheres na política é importante. E elas devem possuir mais representatividade, quanto mais melhor", disse Carla.

Capacidade de gestão deve ser critério 

Outra a comentar o assunto foi a vereadora recém-chegada ao ninho tucano, Magali Picarelli. A parlamentar prefere não discutir as questões sobre igualdade de gêneros na política e destaca que, para disputar a prefeitura de Campo Grande, não precisa ser necessariamente uma mulher, basta ter habilidade para gerenciar o município.

"O que eu defendo é que a pessoa que for disputar a prefeitura da Capital tenha competência para administrar a cidade. Acho que nós não devemos ficar presos somente nesta discussão. Tanto homem quanto uma mulher, ambos possuem capacidade para administrar uma cidade. Campo Grande já teve uma vice-prefeita, quando a Marisa Serrano foi vice do Nelsinho Trad, em 2004. E, na época, isso foi bom para a cidade", afirmou.

Marisa Serrano já foi vice-prefeita na Capital - Foto: TCE/MS

No dia 8 de março, o atual governador Reinaldo Azambuja, do PSDB, fez um pedido às mulheres para que participassem mais da política. Para que tivessem maior representatividade. Na disputa pela prefeitura da Capital, a vice-governadora Rose Modesto, que também já foi vereadora por Campo Grande, é o nome que aparece com mais frequência para a disputa pelo comando do Executivo Municipal.

Quando procurada para falar sobre o assunto, a tucana defendeu que tem muitas mulheres com competência e capacidade para estar à frente da prefeitura campo-grandense. “Me sinto preparada, porém é necessário sempre respeitar o que o eleitor pensa”, ponderou Rose Modesto.

Apesar de ter lançado a proposta, Grazielle Machado disse que, no momento, está focada em realizar um bom mandato como deputada. Ela explicou que é integrante de um grupo político e as decisões não podem ser individuais. “Os planos não são só meus, a voz tem que vir das ruas”, finalizou a parlamentar.