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Política

Em reação ao movimento #EleNão, mulheres a favor de Bolsonaro marcam protesto no mesmo dia

Ponto central do manifesto ocorre na Praça do Rádio e em horário próximo

18 setembro 2018 - 19h00Por Celso Bejarano

Previsto para daqui dois sábados, em 29 de setembro, no período da tarde, em Campo Grande, mulheres que compõem correntes políticas contrárias – uma contra e outra a favor – a candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL, marcaram um encontro cujo desfecho da solenidade é tido como imprevisível.

A ideia de apoiar ou protestar contra o candidato Bolsonaro, internado desde 7 de setembro, dia que sofreu atentado a facada, em Juiz de Fora (MG), ganhou força nesta terça-feira (18), com recados divulgados pelo Facebook.

As anti-Bolsonaro assim se manifestaram no convite:

"Acreditamos que nós, mulheres, devemos falar por nós mesmas e nos organizarmos com respeito e sororidade (união e aliança entre mulheres)”, inicia o brado pelo ato.

“Por isso, a organização deste ato é 100% feminina e horizontal: ainda que apareça neste evento que seu organizador é um homem, ele não faz parte da organização e isso só ocorre por ele ter criado o evento aqui no face”, segue a convocação pelo “#EleNão”.

“Não achamos viável dividir a galera por conta desse detalhe, já que quem realmente está fazendo somos nós e nos sentimos representadas em cada mínima parte desse movimento - que 'tá' lindo de se ver", diz o convite.

A ideia em questão cita o comunicado, é parte de um movimento nacional, já conhecido como “Mulheres Unidas contra o fascismo e Bolsonaro”. O ato é tido como meio de repudiar contra “as posições machistas, racistas e homofóbicas do candidato Bolsonaro”.

O TROCO

Logo depois deste manifesto, um novo comunicado publicado no Facebook soou como enunciado revanchista.

“As mulheres de bigode e sovaco cabeludo, resolveram criar um evento contra Bolsonaro. É óbvio que, nós, “mulheres da opressão”, não íamos ficar de fora. Então, criamos o evento mulheres a favor do Bolsonaro, no mesmo dia que elas, porque não somos obrigadas a nada”.

O comunicado das “mulheres da opressão” indica que elas vão se juntar às 16 horas do dia 29, na Praça do Rádio Clube.

Já o ato das “mulheres contra o fascismo de Bolsonaro, ele não” marcou o encontro para as 17h, também do dia 29, na Praça Ary Coelho, de onde eles seguem até à Praça do Rádio, local do ato pró-Bolsonaro. Três quadras distanciam uma praça da outra, situadas na Avenida Afonso Pena, uma das principais da capital sul-mato-grossense.