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Na berlinda, Marquinhos apresenta requerimento para criar 'CPI dos Fantasmas'

Após nomeação no gabinete do pai ser divulgada, deputado quer investigar prática de nepotismo e existência de servidores 'fantasmas'

6 OUT 2016
Diana Christie
13h23min
Foto: Victor Chileno/ALMS

Na berlinda após denúncias durante a campanha eleitoral, o deputado estadual Marquinhos Trad (PSD) apresentou requerimento, nesta quinta-feira (6), para instituir a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos ‘Fantasmas’. Assinada por mais 11 parlamentares, a proposta é investigar as nomeações de comissionados até 1986, ano em que foi admitido para trabalhar no gabinete do pai, o ex-deputado Nelson Trad.

De acordo com o documento protocolado na Casa de Leis, a comissão tem "como objetivo apurar as denúncias de prática de nepotismo e de existência de servidores 'fantasmas' lotados nos gabinetes parlamentares ou em qualquer diretoria, secretaria ou qualquer outro órgão" da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 120 dias, sendo que a CPI é formada por cinco parlamentares titulares e cinco suplentes.

Além de Marquinhos, assinam o requerimento os deputados Amarildo Cruz (PT), João Grandão (PT), Pedro Kemp (PT), Cabo Almi (PT), Zé Teixeira (DEM), Beto Pereira (PSDB), Lídio Lopes (PEN), Coronel David (PSC), Professor Rinaldo (PSDB), Renato Câmara (PMDB) e Marcio Fernandes (PMDB). O pedido foi encaminhado para a mesa diretora e agora segue os trâmites normais do Poder Legislativo.

No primeiro turno, o candidato a prefeito de Campo Grande foi denunciado pelo adversário, Athayde Nery (PPS) por supostamente ser funcionário fantasma no período de seis meses, antes de terminar a faculdade de direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro. No período, já era comissionado na Casa de Leis. A questão foi levantada novamente ontem (5), mas desta vez, pelo deputado estadual Beto Pereira (PSDB).

O tucano pediu ao candidato do PSD para que esclarecesse o episódio relacionado a denúncia feita por Athayde que, em tese, também caracteriza nepotismo. "Gostaria de fazer uma pergunta, a sociedade precisa de uma reposta", iniciou. "Existe uma dúvida que vossa excelência trouxe, o lapso temporal, o senhor formou no curso em dezembro de 86 na UFRJ. Mas em junho foi nomeado na ALMS, do mesmo ano. Em seis meses, o senhor não frequentou a faculdade do Rio de Janeiro", questionou.

Logo depois, Marquinhos justificou que, nesse período 'puxou matérias' para concluir o curso. Porém, não esclareceu exatamente, de que forma essas matérias foram adiantadas da grade escolar. Segundo o deputado, a medida escolhida por ele foi para voltar mais cedo para a Capital já que sua esposa estava grávida. "Com isso eliminei várias matérias", afirmou.

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