Ex-deputado estadual Neno Razuk teve pedido negado pela Justiça e segue foragido. Ele foi condenado em operação que desbaratou quadrilha que atuava no jogo do bicho em MS.
A defesa do condenado emitiu nota em que lamenta a decisão do Tribunal de Justiça. O advogado Ricardo Souza Pereira destacou que não há razão da prisão preventiva em razão de não haver contemporaneidade dos fatos nem novos elementos que ensejem o encarceramento.
A condenação de Neno se deu apenas na 1ª instância e ele recorria em liberdade. No entanto, perdeu o mandato na Assembleia Legislativa e junto o foro por prerrogativa de função.
O mandado de prisão foi decretado em 8 de julho, mas o ex-deputado não foi encontrado. A defesa dele tanta mais recursos e o paradeiro do cliente segue desconhecido.
Operação Sucessione
O ex-deputado Neno Razuk foi condenado na Operação Sucessione, que investiga a disputa pelo controle do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. Segundo o Ministério Público, ele e integrantes do grupo participaram de três roubos contra funcionários de uma organização rival, em Campo Grande, além de utilizarem um imóvel no Jardim Monte Castelo como base da operação, onde mais de 700 máquinas do jogo do bicho foram apreendidas.
A investigação também resultou em uma segunda denúncia, que aponta familiares de Roberto Razuk Filho como integrantes da organização, suspeita de lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar, corrupção e violação de sigilo funcional. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 274 mil, mais de mil euros e documentos que indicariam faturamento mensal de pelo menos R$ 600 mil. Com base nas apurações, o Ministério Público pediu o bloqueio de R$ 36 milhões em bens da família Razuk. A primeira sentença condenou outras dez pessoas, enquanto a segunda denúncia ainda aguarda decisão da Justiça.








