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Política

há 57 minutos

Papy critica respostas de secretário e cobra plano emergencial para recuperar asfalto

Para o presidente do Legislativo, as explicações do secretário foram superficiais diante dos problemas enfrentados pela população

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), criticou as respostas apresentadas pelo secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André de Moura Brandão, durante sessão nesta terça-feira (27), e cobrou ações imediatas para melhorar as condições do asfalto na Capital.

Durante a sessão, o secretário foi convocado para prestar esclarecimentos sobre os buracos nas ruas e a manutenção das vias públicas. Na ocasião, Papy apresentou um Plano Emergencial de Recuperação Viária, elaborado pela Câmara, com prazos, metas e mecanismos de fiscalização dos serviços.

Para o presidente do Legislativo, as explicações do secretário foram superficiais diante dos problemas enfrentados pela população. “Ele foi superficial e apresentou respostas genéricas a respeito desse tema. Ficamos com a sensação de que poderia haver mais profundidade nas respostas”, afirmou.

O plano prevê medidas imediatas para recuperar as ruas, estabelecer prioridades e organizar um cronograma de execução. A proposta também busca garantir transparência na aplicação dos recursos públicos e preparar a cidade para o período chuvoso.

Papy defendeu que a Prefeitura esclareça quais critérios são utilizados para definir os locais atendidos e se os trabalhos seguem uma programação ou são realizados principalmente conforme surgem reclamações e situações emergenciais.

“Em 72 horas, precisamos de um plano emergencial. O que está fazendo? Está tapando onde se pede, onde abre buraco, onde socorre, onde alguém caiu e furou o pneu? Ou não, temos uma programação que está seguindo um cronograma? E o plano emergencial é o que está se fazendo além do convencional”, questionou.

O vereador também afirmou que é necessário identificar as causas técnicas da deterioração do asfalto para evitar gastos recorrentes com reparos paliativos. Segundo ele, a fiscalização deve permitir que os vereadores acompanhem os serviços executados e cobrem resultados.

A insatisfação com as condições das ruas e a demora na apresentação de soluções também motivaram a possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa-Buracos na Câmara Municipal.

Papy afirmou que os vereadores pretendem aprofundar as cobranças durante a eventual investigação. “Tenho certeza de que teremos a oportunidade de continuar essas indagações lá na CPI”, disse.

O presidente ressaltou que a convocação de secretários é uma prerrogativa do Legislativo e que a Câmara pretende apurar os fatores que contribuíram para a deterioração das vias públicas, problema que, segundo ele, se arrasta por diferentes gestões municipais.

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