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ASSEMBLEIA MAIO DE 2022
Política

Passaporte da vacina fracassa em Campo Grande

O passaporte da vacina foi rejeitado pelos vereadores de Campo Grande, em sessão nesta quinta-feira (18)

18 novembro 2021 - 15h05Por Diana Christie

O passaporte da vacina foi rejeitado pelos vereadores de Campo Grande, em sessão nesta quinta-feira (18), depois de intenso debate.

A proposta dos vereadores Ayrton Araújo e Camila Jara, ambos do PT, planejava instituir o Programa Municipal de Incentivo à Imunização contra a Covid-19.

Se fosse adotado, somente pessoas que completaram o ciclo vacinal de imunização (com as duas doses) teriam acesso aos locais de grande circulação, espetáculos artísticos, culturais e esportivos realizados no município, inclusive os de iniciativa privada.

O texto tinha como base evidências científicas de que a imunização em massa é eficiente para conter o número de infectados, o número de casos graves e mortes e também contra o aparecimento de novas variantes do vírus.

Isso não impede, no entanto, que eventos privados exijam testes negativos para o novo coronavírus ou apresentação da carteirinha da vacina.

Vereador Ayrton Araújo fez um desabafo após a derrota do projeto:

Votos contrários

O vereador Sandro Benitez (Patriota) foi um dos parlamentares que contribuiu para a derrubada do projeto de lei.

“Mês que vem fará 2 anos que a covid-19 deu início lá na China, causando muita tristeza em Campo Grande, no Brasil e no Mundo. Porém, estamos virando essa página. Temos tantos novos desafios pela frente, uma fila de espera de cirurgias eletivas, uma pandemia de obesidade e excesso de peso, de diabetes, hipertensão, abuso infantil, então, temos que focar a nossa energia enquanto legisladores em novos desafios para a saúde”, afirmou.

Ele destacou que os números de casos têm diminuído, independente da imposição do passaporte de vacinação, apesar do resultado estar diretamente ligado ao número expressivo de vacinados no Estado.

“Tivemos o decréscimo extraordinário dos números de covid, tínhamos 300 pessoas intubadas em Mato Grosso do Sul, hoje não temos nem 20 internadas. Com ou sem passaporte nós já tivemos redução, demonstrando que não teve qualquer importância até o momento. Não vejo necessidade. Sou contrário ao passaporte e temos que olhar para frente”, frisou.