O valor de R$ 1,2 milhão aplicados pelo IMPCG no Banco Master, ainda não foi recuperado, em Campo Grande. Apesar da argumentação da prefeitura, o montante conseguido veio de outra fonte, que não a aplicação financeira irresponsável na instituição que já era suspeita.
Conforme já noticiado, a vice-prefeita Camilla Nascimento, a prefeita Adriane Lopes, além do diretor-presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, insistem em transmitir à população que o valor está nos cofres públicos da cidade. O caso voltou à tona porque a vice-prefeita foi alvo da Polícia Federal por suspeita de fraude na autorização do investimento feito no banco duvidoso.
O valor que os gestores disseram ter em mãos não é o R$ 1,2 milhão da aplicação em letras financeiras, feito em 2024. E sim bloqueio de valores descontados dos servidores públicos da Capital e que deveriam ir para o Master, que oferecia empréstimo com desconto em folha.

PF vasculhou gabinete de Camilla na SAS (Foto: Repórter Top)
A confirmação disso vem de própria decisão da Justiça, em que o juiz Marcelo Andrade Campos Silva, da 3ª Vara de Fazenda e Registros Públicos de Campo Grande autoriza o Município a reter valores referentes aos descontos dos servidores pelo empréstimo consignado. Na mesma decisão, o juiz proíbe o Banco Master de cobrar o dinheiro, aplicar juros e negativar o nome dos trabalhadores.
O presidente do IMPCG exalta o fato da retenção dos valores devidos ao Master incluir até os juros do dinheiro até o momento, que seria de R$ 227 mil. Ou seja, se não houvesse empréstimo consignado, Campo Grande estaria de mãos vazias e a depender do desfecho de um processo que pode levar décadas.
A vereadora Luiza Ribeiro (PT) já tinha denunciado o caso à Polícia Federal. Até a autorização para o banco de Daniel Vorcaro operar na cidade e descontar de servidores foi questionado.
PF
Camilla foi alvo da PF por ter sido diretora-presidente do Instituto de Previdência quando o investimento no banco foi sacramentado. Mesmo com parecer contrário e negativa dos conselheiros do Instituto, a operação financeira fora selada e teria retorno em 2029.










